Wednesday, October 15, 2008

PESQUISA APONTA EXISTÊNCIA DE 133 MILHÕES DE BLOGS

O portal Technorati publicou, em setembro, a edição atualizada da pesquisa "State of Blogosphere". Nela, contabilizou a existência de 133 milhões de BLOGS no mundo (criados a partir de 2002) publicados em 81 idiomas.
A pesquisa classifica esse tipo de ferramenta como um "fenômeno global" que gera, em média, a incrível marca de um milhão de posts por dia. Além disso, outra revelação importante merece atenção: metade dos "blogueiros" tem mais de uma página, sendo que alguns já alcançam a marca da oitava página pessoal.
Por motivos didáticos o Technorati divide os blogs em três categorias: aqueles que publicam assuntos de interesse pessoal e particular, outros que abordam temas profissionais (compartilhando informações pertinentes ao exercicio de uma profissão ou seu mercado) e, por último, o grupo de blogs corporativos (sobre e para uma empresa). Os resultados apontam que a esmagadora maioria de blogs é de interesse particular (a cada cinco blogs, quatro são de cunho pessoal). Ainda neste primeiro levantamento, o portal indica que dois terços dos blogueiros são homens (70%) e possuem nível universitário. Apesar de ter sido ministrada em inglês, os pesquisadores ressaltam que foram ouvidos usuários de 66 países e foi constatado que a maioria não vive próximo às áreas das grandes metrópoles.
Como motivação para "blogar", os entrevistados apontaram seu desejo de expressão pessoal e relacionamento com pessoas que têm as mesmas idéias, sendo o BLOG uma grande fonte de satisfação pessoal. Apenas 42% dos entrevistados manifestou interesse em receber retorno financeiro através de seus blogs algum dia.
Fonte: redação do portal imprensa

Tuesday, October 14, 2008

COMO UMA ONDA

Esta letra traduz o que sinto nesta tarde; que não seja para sempre, mas que volte sempre a me visitar.
COMO UMA ONDA
Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

TESTEMUNHA DO TEMPO

Alto astral na redação da Imprensa Editorial. A vinda dos ETs nesta noite é um dos assuntos principais. A suposta alusão de Marta quanto à sexualidade de Kassab também é motivo de brincadeiras. Dia de sol, deve ser isso. Lua cheia. E a crise que se vá e não volte!

Cantando baladinhas dos anos 80/90, todos viram meu ânimo e meu "conhecimento de causa". Afinal de contas, fui testemunha ocular do "crime". Acompanhei o Rock in Rio 85 e vi Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho nascerem naquela reedição tropicalizada de Woodstock. Tive até o inesquecível adesivo azul: Rock in Rio 85 , Eu Fui (apesar de nunca ter ido).

No meio da cantoria e da "baderna", uma estagiária (de no máximo 22 anos), me perguntou, com um tom de voz curioso:

- Você foi num show do Cazuza?
(como se fosse um feito inédito, um acontecimento!)

Putz, me senti velho pra caramba, uma peça de museu, já que sou o mais velho desta turma. Tem só um colega "velhinho" de 33 anos. De resto, todos abaixo dos 30.

A ficha caiu, mas serviu para me mostar que ainda canto com o mesmo entusiasmo dos 20 e que a proximidade dos 40 está longe de ser sentida!

Friday, October 10, 2008

Não se preocupem, o Bush resolve!

Como se a crise não fosse consequencia de sua desastrosa política econômica, Bush declarou com muita convicção uma coisa que ninguém sabia:

- "O pacote não vai resolver a crise, mas vai ajudar".

Com uma declaração desta, não é de se estranhar que ele tenha "deixado" a crise chegar a este ponto.

GOD BLESS AMERICA!

"Escrever é escutar o ruído do mundo"

Contrariando as expectativas que apontavam para escritores consagrados como o peruano Mario Vargas Llosa ou o israelense Amós Oz, a Academia Sueca concedeu o Prêmio Nobel de Literatura de 2008 para o escritor Jean Marie Gustave Le Clézio. Pouco publicado no Brasil (apenas três obras foram traduzidas e publicadas por aqui), o francês é um dos autores mais traduzidos de seu país. Escolhido pela Academia sueca por "buscar a aventura poética e o êxtase sensual, por explorar a humanidade além e abaixo da civilização reinante", o autor francês é um viajante e ativista ecológico dividindo seu tempo entre a Europa e os Estados Unidos.
Nascido na França em 1940, logo na tenra infância mudou-se para a Nigéria, onde seu pai foi médico durante a Segunda Guerra Mudial. A década que passou na África, deixou marcas por toda sua vida, sendo a paixão pelo deserto a principal delas, que lhe rendeu inspiração para seu primeiro romance de projeção internacional, "Désert", de 1980, que lhe rendeu o prêmio da Academia Francesa.
Desde a década de 70, quando decidiu abandonar os grandes centros, Le Clézio vive entre Nice e o Estado do Novo México, nos Estados Unidos. Após receber a notícia da sua escolha, o francês declarou que "escrever não é só estar sentado em sua mesa, é escutar o ruído do mundo". Por saber escutar estes ruídos, Le Clézio receberá um prêmio de US$ 1,4 milhão a ser entregue no mês de dezembro, em cerimônia na cidade de Estocolmo.

Monday, October 06, 2008

RITUAL DE PASSAGEM

Sedimentei meus valores e aprendi a acreditar naquilo que realmente me importa.
O resto é ritual de passagem.

Friday, October 03, 2008


Acaba de ser lançado o DVD do show Noites de gala, samba na rua, em que a cantora Mônica Salmaso interpreta músicas de Chico Buarque. A série de cinco shows (com ingressos já esgotados) que está sendo realizada esta semana no Teatro FECAP, no bairro da Liberdade, marca o lançamento oficial do DVD.
Ontem à noite assistimos este show, um dos melhores que já vi em toda minha vida. As gravações das 15 músicas que compõem o repertório do quinto CD da carreira da cantora fazem jus à emoção provocada pelas versões originais, não deixando qualquer rastro saudosista. Em um trabalho cuidadosamente planejado, Mônica Salmaso e o Grupo Pau Brasil, responsável pelos arranjos, cumprem a difícil tarefa de interpretar Chico Buarque, evitando a recorrente comparação com as versões originais. Com arranjos que exploram toda a riqueza da MPB e a interpretação única da cantora, as canções assumem nova personalidade sem deixar para trás seu DNA de origem. De forma brilhante, a releitura deste projeto musical deixa em patamar de igualdade as versões originiais e os arranjos atuais, não havendo disputa entre o passado e o presente. Cada versão mantém a sua força, ocupando espaços iguais para quem ama Chico Buarque.
Mônica Salmaso simplesmente arrasa quando solta sua forte voz no palco. Intérprete de múltiplas facetas, a cantora entra no espírito de cada uma das canções e transmite forte emoção ao mudar até mesmo sua fisionomia e postura corporal de acordo com a música. Graciosa e bastante à vontade no palco, samba solto tocando seu pandeiro ao interpretar Bom Tempo, da mesma forma em que franze seu rosto e assume uma fisionomia constrita na música construção. Aliás, o arranjo do Pau Brasil para Construção merece especial atenção. Uma releitura harmonicamente perfeita e totalmente inovadora que transmite como nenhuma outra gravação a intensidade desta canção. Ciranda da Bailarina, gravado originalmente por um coro infantil em 1983 para o musical O grande Circo Mistico, ganha a leveza que merecia nos acordes suaves da cantora. O ponto alto do show fica por conta da tocante interpretação de Beatriz, um duo com o pianista Nelson Ayres (responsável pela revelação de Mônica no início de sua carreira) que, segundo Teco Cardoso, marido da cantora, levou o público às lágrimas em todos os shows da Turnê.
Com uma produção impecável, desde a qualidade do som até o sensível trabalho de iluminação que nos leva ao clima das musicas, o show é simplesmente fantástico. Uma demonstração do profissionalismo que mantém, merecidamente, Mônica Salmaso entre os nomes da MPB com maior projeção no exterior.

RETRATO EM BRANCO E PRETO

"Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto"
Chico Buarque de Holanda
Durante uma das muitas entrevistas que concedeu em sua vida Chico Buarque deparou-se com uma situação inusitada. A repórter, provavelmente uma novata querendo impressionar, fez uma pergunta "inteligente":
- Chico, por quê na sua música Retrato em Branco e Preto, você diz branco e preto? Todo mundo diz foto "PB", o certo não seria retrato em preto e branco?
Com seu conhecido senso de humor, Chico prontamente respondeu:
- É que eu achei melhor a rima "vou colecionar mais um soneto, fazer um retrato em branco e preto" do que dizer vou colecionar mais um TAMANCO, fazer um retrato em preto e branco.
PS: Esta história foi contata pela cantora Mônica Salmaso em seu show Noites de gala, samba na rua e não hesitei em reproduzí-la.

Thursday, October 02, 2008

MEU AVÔ LUDOVICENCE

Adoro aprender. Mas, quando aprendo algo novo, ao mesmo tempo em que fico feliz por ter aumentado minha bagagem cultural, sinto-me ignorante por não ter sabido de algo que já poderia ter aprendido. Principalmente quando trata-se de algo simples como o que hoje aprendi, durante o almoço, conversando com o diretor de uma empresa que tem uma de suas filiais em São Luís do Maranhão.
Desde pequeno tenho enorme fascinação por esta cidade. Meu tio, Orígenes Lessa, publicou um de seus mais famosos romances, Rua do Sol, baseando-se em sua infância em São Luís do Maranhão. Meu avô materno carregou a vida inteira o sobrenome Maranhense, justamente por haver nascido em solo maranhense. Seu nome não era dos mais fáceis, Zwinglio, que, somado ao sobrenome Maranhense, causou-lhe poucas e boas confusões na vida. Enfim, maranhense não só no mome, mas também de coração, cresci ouvindo de meu avô as histórias da sua São Luis do Maranhão. Lembro-me de uma viagem que ele fez com minha avó, quando eu era pequeno, trazendo de lá não só histórias românticas como as mais lindas fotos dos antigos casarões de seu centro histórico.
Desde então nutro por São Luis uma paixão platônica, alimentando o sonho de pisar em solo maranhense. E por isso, toda vez que se fala em maranhão, esqueço-me da miséria que assola aquela terra onde ainda impera o coronelismo, e viajo até a cidade onde a pobreza inspira a poesia da vida. Esqueço-me dos Sarney e entro "em alfa", conectando-me com a São Luis da Rua do Sol 104, número da casa onde cresceu meu avô naquela cidade.
Vagando por minhas memórias enquanto a conversa fluia, "acordei" quando nosso interlocutor soltou a seguinte pérola: "assim são os ludovicences". Imediatamente indaguei o significado desta palavra, até então, totalmente desconhecida para mim. Qual não foi a minha surpresa quando ele respondeu que ludovicence é quem nasce em São Luis do Maranhão. Puxa vida, tive um avô ludovicence. E eu não sabia. Imaginem se seu nome tivesse sido Zwinglio Ludovicence ao invés de Zwinglio Maranhense?

Wednesday, October 01, 2008

RESPOSTA A UM TELEFONEMA

Onze horas da manhã. Meio de expediente. Leio meus e-mails, formato minhas propostas comerciais, verifico minha lista de pendências. Toca o telefone. Um cliente, penso eu, atendendo prontamente no segundo toque. Surpreso, ouço a voz de nosso Presidente da República.

Apenas por curiosidade, desconsiderando a invasão à minha privacidade e o fato de eu não votar no PT, escutei a mensagem até o fim. Com seu sotaque inconfundível, Lula pedia meu voto para Marta Suplicy alegando que daria todo apoio à nova Prefeita e que a parceria de São Paulo com Brasília será a melhor solução para nossa cidade. A gravação durou cerca de um minuto e meio e o Presidente foi muito enfático em sua retórica eleitoreira. Por respeito à nossa maior autoridade executiva (que se dignou a fazer telemarketing político), não bati o telefone em sua cara. Mas se, ao final da gravação, eu tivesse tido a oportunidade de falar com ele, teria feito apenas duas perguntas:

- Senhor Presidente, Vossa Excelência já pensou que seu cargo lhe exige imparcialidade na administração dos recursos públicos?


- Senhor Presidente, levando-se em consideração esta promessa de campanha, devo eu assumir que os municípios administrados pelo seu partido serão favorecidos por seu Governo?

A minha resposta será dada nas urnas.

Tuesday, September 30, 2008

ÊTA BRASIL

O Brasil é mesmo um país cuja mentalidade cartorária está enraigada em nossas instituições. Na semana passada, no Aeroporto Santos Dumont, tive uma nítida demonstração de como este espírito atrasa a nossa vida.
Após fazer o check-in no balcão da companhia aérea dirigi-me à área externa do aeroporto para tomar um ar e ver o movimento dos táxis ao invés de ficar vendo lojas. Abrindo a minha mochila de mão, passei pela porta rotatória e coloquei os pés na calçada. Imediatamente fui abordado por um simpático engraxate que, estendendo sua mão, perguntou:
- Isqueiro, comandante?
Apesar de não ter aberto minha mochila para pegar um maço de cigarros, sua atitude chamou-me a atenção. Como marquetiro estou sempre atento a qualquer atitude que seja vendedora de um serviço. O engraxate não me ofereceu diretamente seu serviço, mas estabeleu um contato com seu cliente e foi muito eficaz em sua abordagem. Diante de minha resposta negativa ele "liquidou a fatura":
- É, fumar faz mal, bom mesmo é engraxar os sapatos. Quer dar um lustro no sapato, comandante?
Tocado pela típica "malandragem carioca", aceitei a proposta e comecei a conversar com o rapaz. Fiquei impressionado com o fato de ele ter se sentado de cócoras para engraxar meus sapatos. Não havia infra-estrutura nenhuma para que ele e mais dois colegas trabalhassem. Simplesmente ficavam ali na calçada abordando os passageiros e oferecendo seus serviços. Perguntei porque eles não colocavam umas cadeiras para trabalhar. Quis também saber porque eles trabalhavam na calçada e não no saguão da nova ala do Aeroporto, tão espaçosa. Sua resposta deixou-me ao mesmo tempo assombrado e revoltado.
- Sabe o que é, comandante? A INFRAERO quer cobrar um aluguel de oito mil reais por mês para colocarmos três cadeiras ali no saguão. A gente "tentamos" negociar com os "home" mas eles são duro na queda. Não abaixam um tostão. Se fosse até uns mil e quinhentos, a gente aguentava.
Façam as contas comigo. Um sapato é engraxado por cinco reais. Para pagar o aluguel pedido pela INFRAERO os três engraxates precisariam engraxar 1600 pares de sapato em um mês. O que significa que cada um deles deveria engraxar aproximadamente 533 pares por mês. Trabalhando 30 dias por mês, cada um deveria conseguir 17 serviços por dia, mais de um par por hora. Se trabalhassem 26 dias por mês, com descanso somente aos domingos, este número subiria para 21 pares por dia, o que significa quase dois pares de sapato por hora, trabalhando doze horas por dia. E o lucro, de onde viria?
Os números são descabidos e mostram o arbitrarismo sobre a administração do patrimônio público que há séculos nos atrasa o desenvolvimento. Não houvesse esta taxa de aluguel absurda e a INFRAERO aceitasse a contra-proposta dos engraxates, os rapazes poderiam trabalhar de forma digna e honesta, ganhando seu dinheiro e sustentando suas famílias.
Ao invés de estimular a livre iniciativa, a INFRAERO impõe uma barreira ao trabalho honesto utilizando abusivamente o poder e o controle sobre o espaço público. Mesmo tantos séculos depois da colonização, a cultura das Capitanias Hereditárias continua presente em nossa administração pública, impedindo nosso desenvolvimento social.
ÊTA BRASIL...

Friday, September 19, 2008

CIDADE LIMPA?

Com a Lei Cidade Limpa a campanha elitoral deixou de poluir as nossas ruas e avenidas. SERÁ?

Vejam as fotos abaixo tiradas pela Rosana de dentro do seu carro. Segundo ela, uma carreta de propaganda eleitoral simplesmente inédita e inusitada, como mostram as fotos.

Em cima da carreta, puxada por um carro, dois animais domésticos, porém em tamanho ridiculamente chamativo: um cachorro e um gato. Placas no carro diziam:

Vereador Aurélio Miguel o amigo de todos nós, em defesa de todos nós.

Além do slogan "originalíssimo", a pergunta que não quer calar é: SERÁ QUE É PARA VOTAR NO GATO, NO CACHORRO OU NO AURÉLIO?

É inegável que chama a atenção de quem está nas ruas, mas, por favor, "seu marketeiro", haja mal gosto!!!!





Thursday, September 18, 2008

fonte: blog do Juca Kfouri

Wednesday, September 17, 2008

ADEUS AO FUTEBOL ROMÂNTICO

Nasci em 1970. Ano do inesquecível Tri-campeonato mundial conquistado no México. Auge da Era Pelé. Meu pai, apaixonado por futebol e por esportes, ensinou-me desde cedo a gostar do futebol. Lembro-me da Copa de 74 e do primeiro título brasileiro do São Paulo em 1977. Lembro-me da angústia e tristeza que vivi com a derrota de 1982, para mim, a mesma de quem viveu o "maracanaço" de 1950.
Quando pequeno não podia ver uma bola que saía correndo atrás (aliás, apesar da idade, ainda hoje tenho esta mesma vontade). Quando adolescente tinha em minha casa um campinho de futebol para jogar com os amigos. Todo dia era bola na rede. Apesar de nunca ter sido um craque e nunca ter me destacado, o futebol sempre me acompanhou. E com ele, a paixão herdada de meu pai, compartilhada com meus primos mais velhos, estes, verdadeiros craques do futebol amador.
Cresci assistindo jogos pela TV todos os domingos, frequentando o Pacaembu e o Morumbi, , gritando pelo meu querido tricolor, escutando a resposta das torcidas adversárias, aprendendo a ganhar e a perder em tempos de não violência nos estadios. Via de perto e de longe o gramado, colecionava camisa dos meus jogadores preferidos, jogava futebol de botão. Sempre com a mesma paixão daqueles via em campo defendendo com garra e espírito esportivo as cores do seu brasão e da sua camisa.
Mas tudo isso foi perdendo o sentido à medida em que o futebol foi virando indústria e o marketing esportivo foi destruindo a essência do esporte bretão. Ontem assisiti a uma palestra do Pepe, ponta-esquerda do mágico time do Santos da década de 60, esse, sim um verdadeiro time dos sonhos. Em uma conversa gostosa e cheia de "causos", Pepe trouxe de volta o romantismo da era "Era Pelé" e do Brasil das 3 Copas. Histórias que povoaram minha infância e que fizeram parte da minha formação. No "bate-bola" de ontem, uma das passagens que mais me chamou a atenção foi quando ele disse que durante a concentração da Copa de 58, não se discutia prêmio ou dinheiro à medida em que o Brasil avançava e aumentava suas chances de ganhar a Copa. Segundo o eterno ponta-esquerda santista, o pensamento da comissão técnica era bastante claro: nós viemos aqui para ganhar a Copa, dinheiro a gente pensa depois.
Inspirado por este pensamento, depois da palestra, em uma sessão de perguntas e repostas, perguntei ao Pepe se ele achava possível termos novamente este espírito em nossos jogadores. Cético e, aparentemente sem muita esperança, ele respondeu dizendo que o erro está já no inicio da carreira dos juvenis que, aos 12 ou 14 anos, já têm empresários e procuradores para cuidar de suas carreiras. Disse ele que as próprias famílias já encaram seus filhos como fonte de renda e que, ao menor sinal de talento, já começam a procurar quem possa promover a carreira do filho.
A resposta do maior ponta esquerda de todos os tempos deixou-me "acachapado" , porém não decepcionado. Na verdade, ao perceber que os pés dos futuros jogares são mesmo "pés-de-meia" e não "pés-de-chuteira", dei ontem adeus ao futebol romântico que tanto aprendi a amar.

SEM TÍTULO PORQUE AINDA NÃO APRENDI A NOMEAR O QUE SINTO


Não ando com os pés no chão

e questiono o convencional.


Enfrentando diariamente o espelho

não me perco de meus ideais.


E vivo intensamente

a busca e o confrontamento.

BEATRIZ

"Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Pra sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"

Chico Buarque / Edu Lobo

Thursday, September 11, 2008

AUTO AFIRMAÇÃO DIÁRIA

Não vendo “minha alma ao diabo” em prol de valores dos quais não abro mão: Liberdade, independência e idealismo.

Eu queria viver em outro mundo. Menos cruel, menos seco, menos frio e menos impessoal. Um mundo ideal onde as artes e o amor comandassem. Não o dinheiro, que injustamente classifica, ordena e exclui as pessoas em classes.

Não quero reviver nenhuma revolução, quero apenas viver o meu ideal.

"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver". (Paul Klee)

MANCHETE QUE NUNCA FOI PUBLICADA

Não podia ser diferente. Na mesa de um bar, na noite de 10 de setembro, a conversa acabou caindo no fatídico 11 de setembro de 2001. No meio da prosa um ex-editor do Notícias Populares dá a manchete que nunca foi publicada:

TURCO MALUCO EXPLODE A AMÉRICA.

Se em 12 de setembro de 2001 o jornal Noticias Populares fosse às bancas com esta manchete, certamente, em poucas horas, seus exemplares se esgotariam.


Segredos de quem viveu "de criar" manchetes por anos a fio.

HISTÓRIA DE BOTECO

Conheci ontem um dos editores do extinto jornal Notícias Populares (NP) que lá trabalhou nos anos 80 e 90. Em uma animada conversa sobre os casos que viveu naquele ambiente único e incomparável a qualquer outra redação, uma história chamou-me a atenção.
Contou ele que, certa vez, logo após o almoço, uma personalidade pública, homem de muita projeção na mídia, entrou irado na redação e praticamente arrombou a porta de sua sala. Eram meados dos anos 80 e a AIDS, uma assustadora novidade. Obviamente, para um jornal como o Notícias Populares, a cobertura de casos da doença era um "prato cheio".
Sem pedir licença, bufando de ódio e, totalmente irado, o homem olhou para o editor e gritou?
- O que vocês têm contra homossexuais como eu? Por que essa perseguição toda?
Sem acreditar em quem estava à sua frente fazendo tamanha "confissão", totalmente surpreso e quase sem ação, o editor respondeu:
- Nada. Desde que o senhor seja feliz...
Fundado em 1963 por Herbert Levy o NP nasceu com propósitos políticos: era a esperança da União Democrática Nacional (UDN), de Levy e Carlos Lacerda, para conter a influência popular da Última Hora, criada por Samuel Wainer e historicamente ligada a Getúlio Vargas. Durante seus quse trinta anos de existência, o controverso jornal ocupou um espaço inquestionavel nas bancas e taxis de São Paulo, sempre com uma manchete vendora, segundo o ex-editor, um dos segredos que se tornou a marca registrada deste "folclórico" jornal.
Com o lançamento do jornal Agora (em 1999) o NP foi perdendo espaço no mercado e, consequentemente, anunciantes, que migraram para o novo jornal que estava sendo lançado para ocupar seu mesmo nicho, porém com um novo projeto editorial e gráfico. Com a saída das grandes campanhas publicitárias que sempre haviam mantido o jornal e, portanto, sem dinheiro para melhorar sua estrutura ou mesmo mantê-la, o Notícias Populares experimentou um negro período de ostracismo por dois anos até a circulação da sua última edição em janeiro de 2001.
PS: "se non é vero, é bene trovatto"

Tuesday, September 09, 2008

ESPELHO... ESPELHO... MEU

Isso é que eu chamo de um "espelhinho de verdade"!

Dirigindo na Rua Estados Unidos, não acreditei no que vi: esta Kombi com um pequeno espelho (desses que se compra em camelô) amarrado no retrovisor lateral.

Morrendo de rir, chamei a atenção de meu colega de trabalho que tirou, com seu celular, esta foto.

Esse é, com certeza, um cara de visão.

PÁSSARO NA VIDA

Eu sou um pássaro
Que vivo avoando
Vivo avoando
Sem nunca mais parar

Ai Ai! Ai Ai! Saudade
Não venha me matar

RELACIONAMENTO EM RISCO

Recebi em minha casa uma caríssima peça de marketing direto da VIVO: uma embalagem em papel de alta gramatura com um "mock-up" de um I-Phone dentro. Além da miniatura em papel do aparelho, um folheto com instruções para que eu fizesse até o dia 15 de setembro a reserva online de meu I-Phone. Segundo a mala direta, se fizesse a reserva, estaria entre os primeiros privilegiados a ter o I-Phone da VIVO.
Como profissional de marketing, muito mais curioso para saber o preço e condições desta promoção do que interessado em reservar o aparelho, segui as instruções do folheto e acessei www.vivo.com.br/vivoonline. O resultado foi catastrófico! Não havia nenhuma indicação especial, seja simples, ou em destaque (como deveria estar), para que eu reservasse meu "desejado I-Phone". Naveguei pela página por cinco minutos até perder a paciência e deixar de lado a promoção.
Inconformado, porém, com a falta de capacidade para fazer uma promoção casada (mala direta / portal) de uma empresa deste porte, três dias depois voltei a acessar o tal endereço e insisti para ver se conseguia fazer o cadastro. Sem saber o que fazer, dada a falta de orientação para navegação, resolvi cadastar-me no atendimento vivo on line no qual eu ainda não estava cadastrado e era a primeira coisa que aparecia em destaque na tela. Obviamente não tinha senha de acesso. Após fazer o cadastro recebi, via SMS, uma senha em meu celular. Acessei então o serviço de atendimento on line, trocando a minha senha. Em meu segundo acesso ao portal, vários minutos de paciência depois, EURECA: consegui visualizar um banner com a tal chamada para a reserva. Mais um clique e finalmente pude ver o formulário de cadastro que não tinha nada além de espaços para preenchimento de meus dados. Não havia nenhum desconto ou mesmo benefício em termos de pontuação no meu programa de fidelidade para que eu reservasse meu "desejado I-Phone".
Esta cruzada em busca do meu I-Phone Vivo é um exemplo de como NÃO se fazer marketing. Por vários motivos. Em primeiro lugar porque não há nenhum destaque para a ação promocional no portal, dificultando, e quase impossibilitando, a continuidade da navegação para quem acessa o endereço sugerido pela VIVO em sua mala direta. Em segundo lugar porque, já que é necessário cadastrar-se no vivoonline, a empresa tomou por pressuposto que todos os clientes que receberam a peça eram cadastrados no serviço de atendimento online. Como mostra o meu caso, erraram, esquecendo-se que nem todo cliente está cadastrado no vivionline. Logo, deveriam, na própria mala direta, colocar algum aviso em destaque ressaltando: se você ainda não se cadastrou no serviço vivoonline, por favor cadastre-se ; sua reserva só poderá ser feita mediante cadastro no vivoonline. Por último uma lição de como não diferenciar seus clientes, mesmo que a intenção seja tratá-los de forma diferenciada: se a mala direta é destinada a quem tem alguma preferência pela empresa, o fato de não se oferecer nenhum incentivo extra não gera qualquer motivação para que a reserva seja feita. Que privilégio ou diferença tem o cliente que recebe esta mala direta, faz sua reserva e adquire o I-Phone "em primeira mão", versus o cliente "comum" que adquire o aparelho poucos meses depois?
Na realidade, uma ação desta de lançamento, nos incentiva a esperar o preço baixar para comprar perto do Natal em excelentes condições promocionais. Não houve qualquer preocupação do marketing em oferecer benefícios para quem comprasse logo no lançamento. Alguém pode aventar a hipótese de que o produto é tão desejado que não será preciso promoção para a compra já que, como no caso de alguns carros, haverá "fila de espera" para adquirí-lo. Seguindo nesta mesma linha de raciocínio, pode-se pensar que a operadora ofereceu um privilégio a seus clientes especiais evitando que eles fiquem na "fila de espera". Esta linha de raciocínio pode ate ser aceita, porém acredito que, neste caso, mesmo sendo esta a grande vantagem a ser recebida pelo cliente, deveria haver uma demonstração de reciprocidade e reconhecimento, nem que fosse, por exemplo, desconto nos ingressos das peças encenadas no Teatro VIVO.
Com este lançamento a VIVO está se movendo e investindo em uma ação de relacionamento com seus clientes. Pena que, desta forma, ao invés de reforçar a identidade com a marca, ela coloque em risco o relacionamento com a própria empresa.

Friday, August 29, 2008

VOU DE SONINHA 23

Já que o voto útil contra a Marta no segundo turno é inevitável e, neste caso, serei forçado a escolher entre o Alckmin e o Kassab, pela primeira vez, desde meu primeiro voto em 1989, NÃO votarei no PSDB no primeiro turno. A razão para isso é muito simples: quero protestar contra meu próprio partido. Quero manifestar da forma mais contudente meu imenso descontentamento com a falta de união e estratégia dos tucanos.
A candidatura de Geraldo Alckmim neste momento não é uma candidatura do partido. É uma candidatura praticamente supra-partidária. Desde o começo o PSDB mostrou-se desunido e a uninimidade em torno de Alckmin era tida como pouco provável. José Serra que, alinhado a Kassab, participava de cerimônias de inauguração de obras públicas ao lado do prefeito, não manifestava abertamente seu apoio a Alckmin. Fernando Henrique, na posição de "cacique-conselheiro", manteve a liturgia do cargo e dizia apoiar a decisão do partido. Aécio Neves, de olho em 2010, preferiu não se envolver nesta questão, mantendo-se ileso e protegido para poder estudar a estratégia que melhor lhe convier nas próximas eleições.
Pela segunda vez consecutiva, parecendo não ter aprendido a lição da campanha de 2006, Geraldo Alckmin, isolado e sem apoio, insistiu em lançar sua candidatura colocando em risco toda a "estratégia" do PSDB para 2010. Desafiando a estratégia local e nacional do partido, Alckmin, cercado de seus inexpressivos aliados, lançou sua candidatura em uma ridícula convenção do partido que não contou com a presença de nenhum nome mais expressivo do PSDB. Concomitantemente à realização da "convenção", membros do partido faziam manisfestações pró-Kassab e importantes Secretários Municipais pertencentes ao PSDB acompanhavam o Prefeito em sua caravana de inauguração de obras em período pré-eleitoral.
Dando continuidade à seqüência de erros infantis e praticamente imperdoáveis, o comitê tucano lançou uma campanha inexpressiva e sem qualquer apoio das figuras com maior popularidade do partido, deixando Geraldo Alckmin sem qualquer projeção. Ao invés de fazer uma campanha agressiva e propositiva, enfatizaram os problemas que qualquer cidadão comum conhece, deixando de apresentar qualquer proposta de Governo. Resultado: abriram uma ENORME avenida para o Kassab passar com uma campanha focada nas realizações de sua gestão, combatendo a estratégia do PT de Lula que pede para "deixar a Marta trabalhar". Dessa forma, a campanha ficou polarizada entre Kassab e Marta, ambos apresentando propostas de continuidade e Alckmin, "apagado", no meio da briga dos dois, posicionado apenas como uma promessa, já que as realizações de seu Governo ESTADUAL não são base para nenhuma campanha MUNICIPAL, uma vez que o pleito é para a Prefeitura e dois dos candidatos apresentam realizações palpáveis à população do Município.O resultado deste tremendo equívoco estratégico foi visto nas pesquisas pré-eleitorais: Alckmin e Kassab estão empatados tecnicamente. E, podem escrever, Geraldo Alckmin não deve passar para o segundo turno, criando um enorme risco para o PSDB em 2010 caso Kassab não vença Marta Suplicy.
É lamentável que o partido não tenha conseguido bloquear uma candidatura que, desde o ano passado, já se sabia, sem o apoio de Serra não daria certo. É também decepcinante que um "herdeiro" de Covas não tenha aprendido com seu mestre o fascinante jogo da estratégia política.

PENSAMENTO DO DIA

"Mestre é aquele que aprende".

Guimarães Rosa

Thursday, August 28, 2008

PERNAS DE LATA CAÇA-NÍQUEIS

Que o atual presidente da CBF não se importa muito com nosso futebol, sobrepondo interesses financeiros aos esportivos, todo mundo sabe. Também é unanimidade nacional a opinião de que Dunga não tem experiência e muito menos competência para comandar nossa seleção. E o Brasil inteiro já sabe que os jogadores preocupam-se mais com seus clubes do que com a seleção, poupando-se fisicamente para atuar nos jogos das ligas européias ao invés de torneios classificatórios e olímpicos. Mas que a CBF é mais importante do que o COB em uma olimpíada, ninguém sabia!

Confesso que não assisti nenhum jogo da seleção masculina de futebol, mas admito que caí na besteira de alimentar esperanças de uma medalha de ouro nesta modalidade. Principalmente por termos aquela "constelação" que teve direito a tratamento VIP com passagens de primeira classe e hospedagem em hotéis de cinco estrelas. Infelizmente, fui obrigado a perder a esperança do ouro ao acompanhar pela internet nosso fiasco perante a Argentina. Esta, porém, não foi a minha maior decepção na pífia participação do futebol na China. O que realmente me revoltou foi a atitude da delegação comandada por Ricardo Teixeira na cerimônia de entrega das medalhas. Ignorando as regras internacionais, os brasileiros subiram ao pódio com o adesivo da CBF precariamente pregado em suas camisas.

Esta postura causou-me indignação pelo fato de uma Federação suplantar um Comitê. Até mesmo constitucionalmente esta hierarquia existe. Como pode uma CBF, responsável apenas por uma equipe componente de nossa DELEGAÇÃO, considerar-se mais importante do que o próprio COB, gerenciador de toda a nossa participação? Não deveria haver hierarquia e disciplina no esporte? Imaginem se, a cada medalha, a federação do esporte vencedor fosse colocar seu escudo por cima da bandeira? Imagem a Maurren indo ao pódio com o símbolo da Confederação Brasileira de Atletismo?
Os jogadores da seleção entraram no estádio olímpico sozinhos integrando a delegação da CBF? Ou entraram como “atletas” integrantes da delegação brasileira? A atitude da CBF é uma quebra de protocolo comparável, por exemplo, a possível decisão de algum Governador ou Prefeito de astear a bandeira do Estado ou Município no mastro mais alto, deixando a bandeira brasileira abaixo. Por pura e simples arbitrariedade.

Na realidade esta ridícula e condenável arbitrariedade da delegação de futebol mostra-nos apenas quem são os dirigentes deste esporte em nosso país e qual o nível de patriotismo e comprometimento com a ética esportiva de nossos “pernas de lata”. É apenas uma clara demonstração de que a eles só lhes importa o seu universo e que estão mesmo olhando para os seus umbigos desprezando acintosamente um país inteiro. Que mais poderíamos esperar de “atletas” que, após perder uma semi-final de copa do mundo caem na balada? Que mais podemos esperar de quem inventa contusões para tirar férias e depois jogar em sua equipe EUROPÉIA? Que mais podemos esperar de quem só pensa em dinheiro? Trata-se mesmo de uma seleção caça-níqueis composta por um bando de pernas de lata.

É AMARELA. MAS É DE OURO.

"É amarela. Mas é de OURO!" Mostrando orgulhosamente a medalha em suas mãos, de forma elegante e nobre, o técnico José Roberto Guimarães “lavou a alma” repetindo esta frase em suas entrevistas após a conquista do ouro olímpico pela seleção feminina de vôlei.

Injustiçado e rotulado como “amarelão” após o quarto lugar da seleção feminina de vôlei em Atenas, José Roberto enfrentou dias difíceis. Mesmo tendo levado a seleção masculina de vôlei ao historico ouro de Barcelona em 1992, o competente profissional foi perseguido pela Federação Brasileira de Vôlei , pela mídia e pela opinião pública. Somente pelo apoio do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzmann, o técnico permaneceu em seu cargo e pôde mostrar o quanto valem a seriedade, o planejamento estratégico e o profissionalismo no esporte.

Em sua primeira entrevista após a conquista do ouro feminino, equilibrado e centrado, o técnico agradeceu sua esposa e família pelo apoio nas horas difíceis e disse que sempre teve a certeza da volta por cima. Usando o slogan “a bola vai bater” em alusão à bola que não “caiu” nas Olimpíadas de Atenas, José Roberto reafirmou durante os quatro anos entre uma olimpíada e outra seu voto de confiança na vitória e assim motivou a recuperação da auto-estima das jogadoras. Após todo seu trabalho, finalmente a bola caiu. E nossa medalha chegou. Demonstrando um gostinho de vingança, o líder da delegação explicou a força do seu objetivo traduzido pela frase a bola vai bater : "Quando você está a um ponto de pelo menos ter uma prata e a bola não cai, aquilo não passa". Aliviado e discretamente demonstrando sua emoção, continuou seu desabafo: "Acho que sou um cara de sorte, privilegiado, por ter tido uma nova oportunidade de refazer um trabalho, ter força para isso, mesmo com alguns jogos difíceis que perdemos. Acho que paguei com juros e correção monetária. Vou voltar a sorrir".

Parabéns Josè Roberto, amarelos de vergonha deveriam estar os jogadores de futebol.

VAI LÁ, VAI !


Vai lá, Vai! Com estas palavras, após fazer o sinal da cruz, e com o olhar fixo de uma campeã, Maurren Maggi partiu em direção ao ouro olímpico. Seu olhar determinado, focado e “matador” chamou-me a atenção. Ela tinha certeza do seu sucesso e sabia que o lugar mais alto do pódio a esperava. Seus olhos eram a tradução de uma história de vida.

Desde que tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente em um evento de lançamento de uma marca de óculos, tenho acompanhado sua carreira. Naquela época, em 2001, ela era uma promessa do atletismo brasileiro e foi apresentada por um de seus atuais patrocinadores como uma atleta de alta performance que poderia trazer muitas surpresas. A partir de então comecei a prestar atenção em tudo que saia sobre ela na mídia e, infelizmente, a maior surpresa que tive foi a notícia sobre o teste antidoping. Não me lembro de julgá-la culpada ou inocente (até porque duvido muito dos testes de doping), só me recordo de ter ficado muito chateado com a situação. Ao final de contas, para quem é apaixonado por esportes, o Brasil estava “perdendo” uma grande promessa de medalhas e recordes no cenário esportivo mundial.

Acompanhei com atenção todo seu drama naqueles dias e torci muito por ela. Mas, sinceramente, nunca esperei que houvesse retorno possível. Senti o ostracismo a que fora condenada pela mídia e pouco soube dela até o ano passado quando atingiu índice suficiente para participar das olimpíadas. Confesso que, até aquela heróica conquista, não tinha dado muita atenção ao seu retorno porque, aí sim, injustamente havia condenado a atleta ao “fracasso”. Por diversos motivos, inclusive sua idade, não acreditava em sua capacidade de superação e achava que seu retorno poderia, no máximo, dar-lhe de volta a projeção Pan-Americana.

Felizmente errei feio em meu diagnóstico. Maurren superou todas as provas que a vida havia lhe imposto e, bravamente, lutou contra os incrédulos como eu. Casou-se, teve uma filha, separou-se, certamente enfrentou o dilema carreira x maternidade a que toda mulher está exposta, e treinou. Treinou muito. Treinou com gana, treinou com raça, treinou com vontade, treinou com espírito olímpico. Treinou para vencer e venceu. Provando que na vida só os grandes campeões são capazes de entender na derrota a oportunidade da vitória.

Parabéns Maurren. Você foi lá. E buscou o que era seu.




Tuesday, August 19, 2008

MUSEU DA CASA BRASILEIRA

Construída no iníco da década de 40 em estilo neoclássico francês, a mansão que hoje abriga o Museu da Casa Brasileira pertenceu ao casal Crespi Prado e foi um dos últimos casarões deste gênero a serem levantados em São Paulo.
Descendente da tradicional família Prado, Fábio da Silva Prado (1887-1963), estudou engenharia na Bélgica (Universidade de Liége) e regressou ao Brasil influenciado pela estética Européia dos anos 20. Tomado pela veia política da família, Fábio foi Prefeito de São Paulo de 1934 a 1938, em uma marcante passagem pelo executivo municipal. Em sua gestão foram inicadas as obras das avenidas 9 de julho, Rebouças e Anahngabaú, Viaduto do Chá e o Estádio Municipal do Pacaembú. Apaixonado por artes, criou em 1935 o Departamento de Cultura Municipal, cujo primeiro diretor foi Mário de Andrade.
Casado com Renata Crespi, Fábio, ao longo de sua união de mais de 40 anos, acumulou obras de arte que hoje compõem o acervo da Fundação Crespi-Prado. Dedicada em sua vida a obras sociais e culturais, após a morte de seu marido, Renata Crespi da Silva Prado, sem filhos, doou seu casarão e todas as preciosidades da família à Fundação Padre Anchieta com o intuito de que ali se preservasse a história da família e as peças de arte ao longo de tantos anos acumuladas. Poucos anos depois, no Governo de Abreu Sodré, foi inaugurado o Museu da Casa Brasileira, que hoje, além de toda a coleção do casal, permanenetemente exposta, conta com exposições temporárias.
Outro interessante ponto alto deste museu é o jardim de 6.000 metros quadrados, planejado nos moldes do paisagismo europeu de meados do século passado. Este novo conceito foi trazido pela aristocracia cafeeira paulista que, em suas mansões, criava espaços verdes para festas e passeios, deixando de lado os antigos quintais, espaços, ainda que nas cidades, utilizados para plantação de hiortas e criação de animais como porcos e galinhas. Na realidade, uma adaptação brasilleira dos jardins dos palácios e palacetes da Europa.
O Museu da Casa Brasileira é, sem dúvida, um dos pontos turísticos de São Paulo que merece ser visitado. Aos domingos o Programa Música no Museu traz concertos e shows gratuitos de vários gêneros musicais realizados sempre as onze horas da manhã. Um pequeno e charmoso restaurante chamado Quinta do Museu, serve pratos ao ar livre com a agradável vista do jardim dos Prado. Nos meses de agosto e setembro duas exposições temporárias valem ser visitadas: Utopias Arquitetônicas Chilenas e A casa Xinguana (sobre as casas indígenas do Alto Xingú).
O Museu está aberto ao público de terças a domigos das 10 as 20 hs, sendo, nos domingos, a visitição gratuita.

Friday, August 15, 2008

PROPAGANDA ELEITORAL

Vi o sorriso manso das barbas brancas,
antes temidas,
agora amadas.

Vi a humildade dissimulada
de quem é arrogante e tropeçou em sua própria ambição.

Vi um pateta transformado em político pelo voto dos ignorantes.

Vi uma promessa virar balela e cair na vala comum.

Ouvi tanta promessa que me senti feliz,
confiando, enfim, que o dia havia chegado.

Vi tanta gente junta,
tanto abraço apertado,
que até acreditei no futuro.

Vi tanta bandeira levantada,
gente rindo e chorando,

e um messias chegando.

Vi gente sofrida virar torcedor

acreditando num salvador.


Vi um país mostrado de todos os lados
E em vários ângulos.

Gente de todo canto,
toda raça,
toda religião.

Vi um país em meia hora.
De norte a sul,
Do frio ao calor.

Vi tudo isso na TV.

Só o que não vi foi o Brasil


Escrito em 01/10/2002 durante a campanha presidencial. Algo mudou?

Vai começar a campanha eleitoral gratuita. Tudo o que não veremos e ouviremos será a realidade de nossa cidade. As estatísticas explicarão tudo e os investimentos em obras resolverão nossos problemas.

Pena que, pouco mais de 24 horas após a vitória, os novos eleitos sofrerão de amnésioa crônica, esquecendo-se de suas promessas de campanha.

INÉRCIA POLÍTICA

25 de outubro de 2005. Há exatos 30 anos o brutal assassinato do jornalista Vladimir Herzog chocava a opinião pública e causava um clima de comoção geral na cidade de São Paulo. Vítima da inescrupulosa perseguição dos militares , “Vlado” é até hoje um ícone da resistência e da liberdade de expressão.

De lá para cá muitas coisas aconteceram. Até um ex-líder sindical (e ex-arauto da luta contra a ditadura!) tornou-se Presidente da República. Fato este que me leva a refletir com intensidade na veracidade ou na real intensidade das “mudanças” que ocorreram nos últimos trinta anos. Lula efetivamente se elegeu pautado nos valores éticos que tanto propagou? Fernando Henrique governou tão democraticamente como sempre preconizou?

Ambos foram eleitos pelo voto popular e inquestionavelmente representam a vontade da maioria do povo brasileiro. Ambos são frutos da queda da ditadura e da “nova” democracia brasileira. Ambos conquistaram o poder legitimamente. E de forma inquestionável.

Porém: exerceram eles o poder de forma legítima?

Esta é a pergunta que tanto me abala e para a qual as repostas se encontram tão bem elencadas neste manifesto. Ambos (independentemente dos recursos!) são os mais claros exemplos de como se utilizam os meios para se obter o fim tão sonhado: em igual escala, o exercício do poder!

Fernando Henrique Cardoso “vendeu-se” ao Congresso Nacional para aprovar a emenda da reeleição. Foi até fotografado ao lado de Paulo Maluf (fato este curiosamente repetido pelo PT de Marta Suplicy) e , uma vez no poder, governou por meio de medidas provisórias ,esquecendo-se da tão sonhada democracia.

Lula, por sua vez, instaurou um “parlamentarismo às avessas” leiloando o Congresso Nacional e transferindo totalmente o controle da “máquina do Governo” para o seu partido, instaurando a “ditadura do inchaço estatal”, esquecendo-se da tão propagada ética.

Na realidade, ambos chegaram ao tão sonhado PODER!!!E não conseguiram promover as mudanças prometidas em seus palanques eletrônicos e de madeira deixando-nos órfãos da democracia.

O que este manifesto nos traz é a necessidade indelével de mudanças estruturais profundas que efetivamente transformem nosso país em uma verdadeira democracia. Este inexpressivo manifesto exterioriza a inerte incapacidade de nossa classe política para promover a verdadeira democracia.

Pouca coisa mudou desde o assassinato de Vlado. Os fins continuam a justificar os meios. Apenas estes, é que são diferentes!
(desabafo escrito em 25/10/2005)

PÁGINAS DA VIDA

Para Fábio Martinelli

Triste e cabisbaixo esperava na ante-sala do crematório da Vila Alpina o início da cremação do pai de um amigo. Para mim essa espera representava uma enorme expectativa já que nunca havia presenciado uma cerimônia de cremação anteriormente. Meu avô falecera em 1990 enquanto eu viajava de férias e não pude comparecer à sua cremação. Desde então, sempre quis saber como era essa cerimônia. Confesso que não achei muito agradável, mas certamente é menos triste do que ver alguém jogando terra sobre uma pessoa querida. Das tristezas, talvez a menos dolorida. Mas morte é sempre morte, de um jeito ou de outro.

Enquanto esperávamos nesta pequena sala, apertada e escura, descobri um livro que ficava sobre uma mesa. Curioso que sou (não posso ver um livro por perto), fui até ele para ver do que se tratava. Era um livro de despedida que me levou a muitas estórias de vida. Ali mensagens eram deixadas para pessoas que haviam partido. É sempre muito difícil lidar com a morte e, naquele momento de dor do meu amigo, onde nada pude fazer, aquelas palavras me confortaram. Caligrafias diferentes, estórias diferentes, dores diferentes. Ao passar rapidamente meus olhos por aquelas páginas fui vendo o quanto a vida pode ser cruel, o quanto sofremos pelas pessoas queridas (que podem ou não reconhecer este esforço), e quão impotentes realmente somos.

Era poesia pura, estórias escritas à mão, às vezes com dificuldade por mãos trêmulas, desabafando em um momento de extrema dor. Frustrações, brigas, reconciliações passavam por aquelas páginas. Lendo os depoimentos ia percebendo minhas besteiras, minhas limitações e quanto tempo perco em bobagens nesta vida que pode ir embora de um minuto para o outro. Rapidamente, em poucos minutos, estava tendo uma tremenda lição de vida, com a maior simplicidade do mundo, da maneira mais singela possível. Aquelas pessoas, que ali deixaram suas mensagens para seus parentes, jamais poderão imaginar em suas vidas que estavam ajudando a um estranho a quem jamais conhecerão. Lágrimas corriam por meus olhos ao ver tanta complexidade, tanta iniquidade, tantos conflitos em tão pouco espaço e tempo. A vida de famílias estava ali sendo resumida. Anos de história, de trabalho, de conflitos. Quantos percalços não passou um sujeito que se desculpa e perdoa seu irmão em um livro de pêsames no dia de seu enterro? Quantos anos teriam eles ficado sem se falar?

Imaginando a história de cada uma daquelas famílias passei o tempo contornando a dor que se tornou inevitável e incontrolável ao ver meu amigo sofrer sem que nada eu pudesse fazer.

Na minha impotência, chorei. Por mim e por ele.
(Escrito em outubro de 2001).

Thursday, August 14, 2008

BADALOS DA MINHA ROTINA

Blem, blem, blem. Dez horas. Há pouco cheguei no escritório. Pessoa física, porque a jurídica chega mais tarde.
Blem, blem, blem. Onze horas. Já li meus e-mails pessoais, dei uma zapeada nos jornais e em alguns portais, tomei vários copos de café e "deletei" os e-mails dispensáveis. Começo a acordar e "dar teto" para pousos e decolagens.
Blem, blem, blem. Meio-dia. Já acordei depois de mais uns copos de café. Respondi os e-mails importantes, passei alguns ainda não tão importantes, mas estou vivo para o mundo.
Blem, blem, blem. Uma hora. Ponho meus pés na rua e caminho em direção ao sustento energético do almoço. Felizmente poucas vezes de carro, na maioria das vezes à pé.
Os ônibus passam e a rua dá sentido ao dia. Não estou encaixotado em um bloco de cimento onde não se vê a luz do dia, a cor do céu, o movimento das horas. As pessoas são pessoas e distanciam-se dos personagens criados pelo mundo de plástico das corporações e do consumo das praças de alimentação.
Blem, blem, blem. Três horas. Há pouco voltei do almoço. Vejo se tenho resposta dos e-mails, faço ligações, mando os e-mails importantes. Tomo café. Estou ligado.
Blem, blem, blem. Quatro horas. Ás vezes reuniões mais inteligentes dos que as que já tive. Redação à toda, notícias "pipocando", Brasil e mundo perto de mim.
Blem, blem, blem. Cinco horas. Espero o tempo passar.
Blem, blem,blem. Seis horas. Hora da Ave Maria. A tarde cai, a luz se vai, o dia se foi.
Blem, blem, blem. Sete horas. Hora de ver minha filha e minha mulher.
Blem, blem, blem. Nos sinos do relógio da Igreja da Consolação, os badalos da minha rotina.

Colírio para os olhos

Jorge Fernando sempre foi um amigo fiel e companheiro. Que neste últimos tempos tem se mostrado mais amigo do que nunca. Sem dúvida alguma é nas horas difíceis que conhecemos as pessoas e os verdadeiros amigos. E ele tem se mostrado presente.
Jornalista dos tempos românticos dos jornais e das grandes redações, Jorge tem histórias e mais histórias para contar. Um verdadeiro arquivo vivo de passagens engraçadas e interessantes que ele sempre conta com muita propriedade e bom humor. Emendando uma na outra, ele me faz lembrar de um saudoso primo que há três anos se foi e contava histórias como ninguém. Como todo bom pisciano é sonhador e vive nas nuvens, em uma estratosfera acima ou abaixo da minha. Juntos voamos e deixamos abaixo a vida terrena. Sempre que nos encontramos o tempo muda de dimensão e a vida tem o sabor que ela deveria ter. O Jorge tem o dom de tirar a vida do comum, subtrair o cotidiano de meu vocabulário e lavar a minha alma.
Hoje fui presenteado por sua companhia em um almoço na "cidade". Passeamos observando este universo tão único que é o centro de São Paulo, com ele contando histórias do tempo em que todos iam "à cidade". Ou mesmo do tempo em que a "cidade" não é mais "cidade", mas continua com a cara de "cidade". Uma caminhada lúdica, recheada de humor e fantasias, piadas e personagens. Um passeio onde observamos detalhes das portas antigas e suas gigantescas maçanetas, o ainda imponente Edifício Martinelli e o lindo Largo do São Bento. Imaginamos os homens de chapéu, os bondes, as casas do comércio e a riqueza da época dos Matarazzo e dos barões do café. Uma linda viagem cuja estação final foi o Centro Cultural Banco do Brasil que tem, acima da sua porta de entrada, do lado de dentro, um maravilhoso relógio dourado que deve ter pelo menos um século.
O centro de São Paulo continua sendo um colírio para os olhos.

Só muda o endereço

Ontem à noite em um concorrido lançamento de livro na Livraria da Vila presenciei um diálogo entre dois dos mais renomados jornalistas do Brasil (cujos nomes não revelarei para não ser anti-ético).

Após um debate sobre jornalismo biográfico, recehado de historias interessantes, no meio da escadaria, um jornalista segura o outro pelo braço e diz:

- Estamos indo a um restaurante aqui pertinho, vem com a gente.

A resposta que só muda de endereço foi a seguinte:

- Não vai dar, minha mulher está me esperando em casa, faz quinze dias que estou rodando pelo Brasil para lançar meu livro e ela vai ficar furiosa.

O colega insistiu:

- Vamos lá, toma pelo menos um "vinhozinho" com a gente.

Impulsivamente e, sem pensar nas consequencias futuras, o tal jornalista respondeu.

- Tá bom , então vamos. Não vou perder essa.

O cara deve ter perdido o juízo.Posso imaginar a ligação dele para sua esposa que o esperava em casa por volta das 21 horas para dizer que ia chegar um pouquinho mais tarde.

Tomara que por conta do tal "vinhozinho" ele não tenha que ter ido ao vizinho
.

Tuesday, August 12, 2008

SLOGAN DA LEI SECA

Pensando nesta manhã no trânsito criei um slogan para a Lei Seca:

"AS BREJA VÃO PRO BREJO"

A Copeira mais informada do Brasil

A copeira mais informada do Brasil deve ser a Dna. Terezinha, funcionária da Imprensa Editorial.
Todos os dias, após fazer e servir um delicioso e forte café, limpar e arrumar as mesas e tirar a poeira dos teclados, ela se senta em sua mesinha da copa e lê.

Confesso que até sinto uma pontinha de inveja da sua rotina matinal. Já que sou "cafeinado", quando passo na copinha várias vezes para abastecer minha "caneca", lá está ela mantendo-se informada. E o pior é que, cada vez que eu volto, ela está lendo um outro veículo de comunicação. Ali tenho as notícias comentadas pela Dna. Terezinha que lê, PELO MENOS, o Estado e a Folha, passando pelo O GLOBO e Correio Braziliense.

Monday, August 04, 2008

SILÊNCIO

Silêncio sem sentido.
Sentido profundo dentro de mim.

Eco, eco, eco.
Bate e não volta.
Silêncio e nenhuma resposta.

Melodia sem sem letra,
poesia sem verso,
música sem harmonia.

Vácuo insuportável
dentro do eu que desejo ser.

Monday, July 28, 2008

CACÓFATO PUBLICITÁRIO

Vi e não pude resistir à tentação de reproduzir.

Esta postagem foi tirada do BLOG de uma amiga: www.alguemmaisviu.blogspot.com.

Um BLOG legal que apresenta um olhar divertido e inteligente com várias curiosidades. Entre elas essa:

Um cacófato publicitário na campanha de lançamento do NOVO GOL. Olha só a barbaridade:

Lindo como nunCA. GOL como sempre.

E eu que, por herança familiar, sempre ouço cacófatos não fui capaz de perceber. Ainda bem que, se para os mais atentos, passa desapercebido, que dirá para a "galera"

Friday, July 25, 2008

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

O Brasil é mesmo um fenômeno instigante e, certamente, um país emergente. Que impressiona investidores internacionais por seu potencial de consumo.

Vejam o impressionante número de crescimento de usuários de internet e celulares em nosso país nos últimos anos:


INTERNET:

2001: 18 Milhões de usuários no Brasil
2007: 42 Milhões de usuários (de 2006 para 2007 dobro de usuários da classe C)



CELULARES:

2000: 23 Milhões de usuários
2007: 125 Milhões de usuários.


O celular tem sido considerado o maior meio de inclusão social na era digital.