Pisei no pó da história.
Vi nos rostos da pobreza,
O sorriso da ignorância.
Wednesday, January 20, 2010
Monday, January 18, 2010
PARA LER UMA VEZ POR SEMANA
Recebi hoje um e-mail de um amigo. O artigo estava em inglês e resolvi traduzì-lo.
"Você deveria ler estas palavras pelo menos uma vez por semana:
"Para celebar meu envelhecimento, escrevi 45 lições que a vida me ensinou. Foi a coluna mais lida e requesitada que jamais escrevi"
Meu odômetro virou os 90 em agosto, e assim me ensinou a vida:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, decida pelo menor passo que estiver ao seu alcance.
3. A Vida é muito curta para perder tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar da sua saúde quando você estiver doente. Seus pais e amigos, sim. Lembre-se disso!
5. Pague seu cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer toda discussão. Concorde em discordar e aceite o argumento alheio.
7. Chore com alguém. Alivia mais do que chorar sozinho.
8. Não tem problema ficar bravo com Deus. Ele tolera isso pois é mais poderoso do que você..
9. Economize para sua aposentadoria desde seu primeiro salário.
10. Quando a tentação for chocolate, a resistência é inútil.
11. Faça as pazes com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Não se importe em deixar seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a das outras pessoas. Você não tem idéia do que elas verdadeiramente estão passando.
14. Se um relacionamento deve ser mantido em segredo, você não deveria participar dele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus não hesita.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonita ou prazerosa..
18. Qualquer coisa que não te mate, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda infância é opção sua.
20. Quando for perseguir aquilo que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas,use roupas bonitas, vista lingerie chique. Não espere uma ocasião especial. Hoje é um dia especial.
22. Prepare-se com antecedência, depois vá.
23. Seja excêntrico hoje. Não espere a idade chegar.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém, senão você mesmo, é responsável pela sua felicidade.
26. Marque cada suposta pequena desgraça da sua vida com a seguinte pergunta: como vai estar esta situação daqui a cinco anos?
27. Sempre vote pela vida.
28. Perdoe a todos por tudo.
29. O que as outras pessoas pensam a seu respeito naõ é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa se a situação é boa ou má, certamente ela mudará.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém o faz.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por ser seu Deus, não por algo que você faça ou tenha feito.
35. Não cobre da vida. Faça e aconteça agora.
36. Envelhecer bem mata a alternativa - morrer jovem.
37. Seus filhos terão apenas uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final do dia é aquilo que você realizou com amor.
39. Saia todo dia. Os milagres estão por aí te esperando.
40. Se todos os nossos problemas estivessem empilhados e pudéssemos ver a pilha dos problemas dos outros, certamente ficaríamos com a nossa pilha de problemas.
41. A inveja é pura perda de tempo. Você já tem o que precisa.
42. O melhor está sempre por vir.
43. Não importa como você esteja se sentindo: levante-se, vista-se e apareça para a vida..
44. Dê a preferência.
45. A vida não está embalada para presentes, mas é um belo presente".
"Você deveria ler estas palavras pelo menos uma vez por semana:
"Para celebar meu envelhecimento, escrevi 45 lições que a vida me ensinou. Foi a coluna mais lida e requesitada que jamais escrevi"
Meu odômetro virou os 90 em agosto, e assim me ensinou a vida:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, decida pelo menor passo que estiver ao seu alcance.
3. A Vida é muito curta para perder tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar da sua saúde quando você estiver doente. Seus pais e amigos, sim. Lembre-se disso!
5. Pague seu cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer toda discussão. Concorde em discordar e aceite o argumento alheio.
7. Chore com alguém. Alivia mais do que chorar sozinho.
8. Não tem problema ficar bravo com Deus. Ele tolera isso pois é mais poderoso do que você..
9. Economize para sua aposentadoria desde seu primeiro salário.
10. Quando a tentação for chocolate, a resistência é inútil.
11. Faça as pazes com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Não se importe em deixar seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a das outras pessoas. Você não tem idéia do que elas verdadeiramente estão passando.
14. Se um relacionamento deve ser mantido em segredo, você não deveria participar dele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus não hesita.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonita ou prazerosa..
18. Qualquer coisa que não te mate, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda infância é opção sua.
20. Quando for perseguir aquilo que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas,use roupas bonitas, vista lingerie chique. Não espere uma ocasião especial. Hoje é um dia especial.
22. Prepare-se com antecedência, depois vá.
23. Seja excêntrico hoje. Não espere a idade chegar.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém, senão você mesmo, é responsável pela sua felicidade.
26. Marque cada suposta pequena desgraça da sua vida com a seguinte pergunta: como vai estar esta situação daqui a cinco anos?
27. Sempre vote pela vida.
28. Perdoe a todos por tudo.
29. O que as outras pessoas pensam a seu respeito naõ é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa se a situação é boa ou má, certamente ela mudará.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém o faz.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por ser seu Deus, não por algo que você faça ou tenha feito.
35. Não cobre da vida. Faça e aconteça agora.
36. Envelhecer bem mata a alternativa - morrer jovem.
37. Seus filhos terão apenas uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final do dia é aquilo que você realizou com amor.
39. Saia todo dia. Os milagres estão por aí te esperando.
40. Se todos os nossos problemas estivessem empilhados e pudéssemos ver a pilha dos problemas dos outros, certamente ficaríamos com a nossa pilha de problemas.
41. A inveja é pura perda de tempo. Você já tem o que precisa.
42. O melhor está sempre por vir.
43. Não importa como você esteja se sentindo: levante-se, vista-se e apareça para a vida..
44. Dê a preferência.
45. A vida não está embalada para presentes, mas é um belo presente".
Thursday, January 14, 2010
SAUDADES DO VELHO GUERREIRO
Odeio esta praga da televisão moderna chamada Reality show. Devo confessar que, por curiosidade pessoal e, espírito de um homem de comunicação, assisti alguns capítulos(e até segui)as primeiras edições de algumas destas porcarias eletrônicas: Casa dos Artistas, Big Brother Brasil, No Limite, Ídolos, O Aprendiz, A Fazenda. Não passei incólume a febre mundial da Susan Boyle no ano passado.
Mas não sou contra o formato reality show. Quem é que não tem espírito voyer, não gosta de dar uma olhadinha no vizinho pelo olho mágico, não fica curioso com uma janela aberta com luz acesa? Quem é que não fala mal dos outros, não fofoca, não dá opinião quando não é chamado, não mete o bedelho onde não deveria? Qual mulher não gosta de ser percebida quando passa na rua? Que mulher não adora se sentir desejada? E quem no mundo não gosta de se sentir importante?
Por explorar o desejo humano de ver e ser visto, os reality shows não param de se multiplar e, salvo raras execeções, sempre conseguem bons índices de audiência. Não acho falta do que fazer assisitr a um reality show. Não condeno quem os assiste e, muito menos, quem os exibe. O que me irrita, porém, é o exagero e a falta de bom senso na busca pela audiência (este aliás, um dos maiores problemas da TV mundial hoje).
A partir de sua 3ª edição, não assisto o BBB. Desde então só fico sabendo um pouco do que está acontecendo quando ouço comentários das pessoas que trabalham ao meu redor. Ou, mais recentemente, depois que ele passou a ter "cobertura jornalística" via internet. Como sou usuário do IG, acabo lendo as manchetes. Foi o que aconteceu ontem e hoje, quando vi o conteúdo de uma insultante chamada: "Dicesar conta detalhes de sua carreira como Drag Queen". Desacreditando no que lia, fiquei sabendo que, além de uma drag queen, esta edição do BBB conta com a presença de um gay assumido. E que, na primeira festa do programa, já houve um selinho entre homens.
Nada contra homessexuais e Drag Queens. Nada contra mesmo! Tudo, porém, contra a emissora que coloca dois personagens atípicos - alegando suposta falta de preconceito - quando, na realidade, está explorando suas diferenças na busca pela audiência. Tudo contra a direção do programa que, em um processo seletivo tendencioso, já escolheu estes dois participantes com planos préconcebidos. Ou teria sido mera e casual atração um selinho na primeira oportunidade? Tudo contra a exploração e ridicularização de opções pessoais e difíceis. Tudo contra a massificação do preconceito.
O efeito produzido pela exposição em programas como o BBB de estilos de vida ainda em fase de afirmação na sociedade é o contrário daquele que se pode imaginar. Ao invés de quebrar tabus e mitos esta exposição acaba por reforçá-los, fortalecendo ainda mais o preconceito contra estas pessoas. Ao invés de contribuir para que este comportamento seja cada vez mais aceito como normal, a exibição, na hora errada, para o público errado, de cenas e casos do universo homossexual, só serve para acentuar esteriótipos. O público em geral da TV aberta ainda não está totalmente preparado para este universo que, aos seus olhos, ainda é pouco aceito. Os comentários certamente serão preconceituosos e, enquanto permanecerem no BBB9, os homessexuais serão vistos como "aves raras", aumentando o interesse pelo programa.
É uma pena perceber o crescimento, a passos largos, da falta de critérios e limites na luta pela audiência. Esta tem sido uma tarefa dos diretores de programação e apresentadores de televisão que procuravam, através de sua criatividade, diferenciar o conteúdo de seus programas. Esta sempre foi a regra do jogo. Só que, da forma como ele está sendo jogado hoje, dá uma saudade do Velho Guerreiro!
Mas não sou contra o formato reality show. Quem é que não tem espírito voyer, não gosta de dar uma olhadinha no vizinho pelo olho mágico, não fica curioso com uma janela aberta com luz acesa? Quem é que não fala mal dos outros, não fofoca, não dá opinião quando não é chamado, não mete o bedelho onde não deveria? Qual mulher não gosta de ser percebida quando passa na rua? Que mulher não adora se sentir desejada? E quem no mundo não gosta de se sentir importante?
Por explorar o desejo humano de ver e ser visto, os reality shows não param de se multiplar e, salvo raras execeções, sempre conseguem bons índices de audiência. Não acho falta do que fazer assisitr a um reality show. Não condeno quem os assiste e, muito menos, quem os exibe. O que me irrita, porém, é o exagero e a falta de bom senso na busca pela audiência (este aliás, um dos maiores problemas da TV mundial hoje).
A partir de sua 3ª edição, não assisto o BBB. Desde então só fico sabendo um pouco do que está acontecendo quando ouço comentários das pessoas que trabalham ao meu redor. Ou, mais recentemente, depois que ele passou a ter "cobertura jornalística" via internet. Como sou usuário do IG, acabo lendo as manchetes. Foi o que aconteceu ontem e hoje, quando vi o conteúdo de uma insultante chamada: "Dicesar conta detalhes de sua carreira como Drag Queen". Desacreditando no que lia, fiquei sabendo que, além de uma drag queen, esta edição do BBB conta com a presença de um gay assumido. E que, na primeira festa do programa, já houve um selinho entre homens.
Nada contra homessexuais e Drag Queens. Nada contra mesmo! Tudo, porém, contra a emissora que coloca dois personagens atípicos - alegando suposta falta de preconceito - quando, na realidade, está explorando suas diferenças na busca pela audiência. Tudo contra a direção do programa que, em um processo seletivo tendencioso, já escolheu estes dois participantes com planos préconcebidos. Ou teria sido mera e casual atração um selinho na primeira oportunidade? Tudo contra a exploração e ridicularização de opções pessoais e difíceis. Tudo contra a massificação do preconceito.
O efeito produzido pela exposição em programas como o BBB de estilos de vida ainda em fase de afirmação na sociedade é o contrário daquele que se pode imaginar. Ao invés de quebrar tabus e mitos esta exposição acaba por reforçá-los, fortalecendo ainda mais o preconceito contra estas pessoas. Ao invés de contribuir para que este comportamento seja cada vez mais aceito como normal, a exibição, na hora errada, para o público errado, de cenas e casos do universo homossexual, só serve para acentuar esteriótipos. O público em geral da TV aberta ainda não está totalmente preparado para este universo que, aos seus olhos, ainda é pouco aceito. Os comentários certamente serão preconceituosos e, enquanto permanecerem no BBB9, os homessexuais serão vistos como "aves raras", aumentando o interesse pelo programa.
É uma pena perceber o crescimento, a passos largos, da falta de critérios e limites na luta pela audiência. Esta tem sido uma tarefa dos diretores de programação e apresentadores de televisão que procuravam, através de sua criatividade, diferenciar o conteúdo de seus programas. Esta sempre foi a regra do jogo. Só que, da forma como ele está sendo jogado hoje, dá uma saudade do Velho Guerreiro!
Wednesday, January 13, 2010
BLOG QUE EU RECOMENDO
Acabo de adicionar a minha lista de Blogs que gosto de ler (posicionada abaixo a direita nesta página) um BLOG que eu recomendo:
www.terapia-livros.blogspot.com (TERAPIA LITERÀRIA)
Este BLOG é do meu eterno mestre Gabriel Perisse (www.perisse.com.br)que há mais de dez anos me acompanha em minhas buscas literárias. Além de um grande amigo, um tremendo palestrante e filósofo.
Um cara brilhante capaz de escrever coisas como o texto abaixo que só tem um defeito: não ter sido escrito por mim.
Grande abraço, mestre!
LEITURA TUDO CURA
Por Gabriel Perisse
"Leitura cura tudo. É bom para tudo, tudo ajuda, faz de tudo.
Trabalha todas as dimensões intelectuais. Exercita a atenção, a memória recente, a conexão entre fatos e experiências passadas, a linguagem, a imaginação, a capacidade de prever, a capacidade de interpretar, a intuição.
A leitura nos cura do dogmatismo e do ceticismo, do medo e da temeridade, do sentimentalismo e da insensibilidade, da falta de assunto e da verborragia, da indecisão e do fanatismo, da arrogância e da timidez.
Leitura faz bem para os músculos, para os ossos, para os olhos, para os ouvidos, para a queda de cabelo, para os rins, para os intestinos, para as juntas, para as costas, para as pernas, para os pés, para as mãos, para os dedos, para as unhas, para tudo.
Ler resolve problemas de visão, de solidão, de falta de recreação, de impotência, de sonolência, de implicância, de amargura, de cabeça dura, de alergia a fritura, de incultura, de postura, melhora a temperatura, aumenta a estatura, cola as fissuras, cura qualquer gastura, queima todas as gorduras.
Durante a leitura o leitor esquece as torturas da vida, recupera o amor à vida, dá vida a novas idéias, revive vidas passadas, prevê vidas futuras, comunica vida à vida mesma.
A cada leitura o leitor sai de si, reencontra-se, dá a volta ao mundo, mergulha oceanos, perfura a terra, entra em órbita, engole nuvens, desafia o Sol, abraça a lua... E tudo isso sem sair do lugar.
O leitor que lê bebe o leite, bebe o vinho, bebe o café do vizinho, bebe a cerveja, bebe de todos os rios, bebe sicuta, bebe uísque, bebe muito, bebe e cala, bebe e ouve, bebe tudo e continua sóbrio.
Leitura, sobretudo, é remédio para todos os males.
Cura dor de cotovelo, dor aguda, dor cansada, dor surda, dor crônica, dor romântica, dor poética, dor dramática, dor trágica, dor da mente, dor demente, dor da alma, dor de barriga, dor de cabeça, dor de dente, dor de peito, dor que nada respeita, dor difusa, dor confusa, dor fantasma, dor fina, dor grossa, dor incausada, dor ousada, dor para todos os gostos e lamentos.
Leitura cura tudo. E, claro, cura até mesmo o maior de todos os problemas. Cura a própria falta de leitura! Quem lê torna-se incuravelmente leitor."
www.terapia-livros.blogspot.com (TERAPIA LITERÀRIA)
Este BLOG é do meu eterno mestre Gabriel Perisse (www.perisse.com.br)que há mais de dez anos me acompanha em minhas buscas literárias. Além de um grande amigo, um tremendo palestrante e filósofo.
Um cara brilhante capaz de escrever coisas como o texto abaixo que só tem um defeito: não ter sido escrito por mim.
Grande abraço, mestre!
LEITURA TUDO CURA
Por Gabriel Perisse
"Leitura cura tudo. É bom para tudo, tudo ajuda, faz de tudo.
Trabalha todas as dimensões intelectuais. Exercita a atenção, a memória recente, a conexão entre fatos e experiências passadas, a linguagem, a imaginação, a capacidade de prever, a capacidade de interpretar, a intuição.
A leitura nos cura do dogmatismo e do ceticismo, do medo e da temeridade, do sentimentalismo e da insensibilidade, da falta de assunto e da verborragia, da indecisão e do fanatismo, da arrogância e da timidez.
Leitura faz bem para os músculos, para os ossos, para os olhos, para os ouvidos, para a queda de cabelo, para os rins, para os intestinos, para as juntas, para as costas, para as pernas, para os pés, para as mãos, para os dedos, para as unhas, para tudo.
Ler resolve problemas de visão, de solidão, de falta de recreação, de impotência, de sonolência, de implicância, de amargura, de cabeça dura, de alergia a fritura, de incultura, de postura, melhora a temperatura, aumenta a estatura, cola as fissuras, cura qualquer gastura, queima todas as gorduras.
Durante a leitura o leitor esquece as torturas da vida, recupera o amor à vida, dá vida a novas idéias, revive vidas passadas, prevê vidas futuras, comunica vida à vida mesma.
A cada leitura o leitor sai de si, reencontra-se, dá a volta ao mundo, mergulha oceanos, perfura a terra, entra em órbita, engole nuvens, desafia o Sol, abraça a lua... E tudo isso sem sair do lugar.
O leitor que lê bebe o leite, bebe o vinho, bebe o café do vizinho, bebe a cerveja, bebe de todos os rios, bebe sicuta, bebe uísque, bebe muito, bebe e cala, bebe e ouve, bebe tudo e continua sóbrio.
Leitura, sobretudo, é remédio para todos os males.
Cura dor de cotovelo, dor aguda, dor cansada, dor surda, dor crônica, dor romântica, dor poética, dor dramática, dor trágica, dor da mente, dor demente, dor da alma, dor de barriga, dor de cabeça, dor de dente, dor de peito, dor que nada respeita, dor difusa, dor confusa, dor fantasma, dor fina, dor grossa, dor incausada, dor ousada, dor para todos os gostos e lamentos.
Leitura cura tudo. E, claro, cura até mesmo o maior de todos os problemas. Cura a própria falta de leitura! Quem lê torna-se incuravelmente leitor."
Monday, January 11, 2010
O ROCK IN RIO E UM NOVO PAÍS



Lá se vão 25 anos do 1º Rock In Rio. E só me dei conta ao ler na manchete do IG nesta manhã. Imediatamente lembrei-me de um adesivo que ficou por 3 anos na janela de meu quarto. Morava naquela época em Marília, cidade do interior de Sâo Paulo, distante mais ou menos 800 Kms do Rio. Mas, naqueles dias, parecia que eu estava na cidade do rock.
Dez dias de janeiro de 1985 que marcaram para sempre minha vida. Foram os responsáveis pela minha descoberta do Rock. Por incrível que pareça, para quem me conhece hoje e sabe o quanto eu gosto de rock, até os meus quinze anos eu praticamente não conhecia este gênero musical. A não ser por um pequeno LP do Elvis Presley, minha praia era a MPB. Cresci ouvindo minha mãe cantar as músicas e contar a história dos grandes festivais da década de 60 que mudaram a história de nossa música. Ficava perto de uma vitrola com pequenas caixas de música ouvindo e cantando as letras que embalaram uma geração. Não fiz parte dela, mas aprendi a amar as canções que contavam sua história.
Minha geração, porém, é a do Rock in Rio 85, onde as grandes bandas do rock nacional ganharam vida. Como tantos outros jovens brasileiros, no verão daquele ano ampliei meus horizontes musicais e, por conta de bandinhas de garagem que ganharam projeção nacional, aprendi a gostar de rock. Minha rebeldia ganhava outros tons nas vozes de Cazuza e Herbert Viana. Sonhava pegar a estrada e entrar na cidade do Rock, um templo maluco onde meus sonhos de liberdade ganhavam vida. Via pela televisão milhares de pessoas juntas se irmanando e revivendo o ideal dos hippyes de Woodstock. Ainda que, aos olhos de hoje, isso possa parecer fora de moda, o Rock In Rio 85 foi um segundo Woodstock. O mesmo espírito de paz e amor imperava naquele imenso parque onde a total falta de infraestrutura era compensada pela grandeza dos acordes emitidos tanto por monstros consagrados como Fred Mercury ou românticos exagerados como CAZUZA. Era o melhor encontro da fama com a promessa. Não só de novos talentos da música, mas de um novo Brasil. Promessa da redemocratização e da Nova república. Promessa de um tempo de mais liberdade e menos repressão. Promessa de esperança.
1985, um ano após o 1984 do George Owell, trazia uma nova perspectiva para jovens como eu que não sabiam o que havia sido a ditadura na prática, mas sentiam o peso da sua história. Sentíamos o momento da mudança, a perspectiva de uma nova realidade, respirávamos os novos ares da abertura. Neste contexto, assim como Chico e tantos outros foram as vozes da contestação, as novas bandinhas foram a tradução de nossa libertação. Barão Vermelho, Titâs, Paralamas do Sucesso e Legião Urbana faziam com que pudéssemos dançar livremente e colocar pra fora toda a energia represada por tantos anos. Ao contrário do som intimista da bossa nova e MPB dos anos 60 e 70, a música da geração do Rock in Rio era explosiva e radiante. Trazia em seus acordes a vibração de uma geração que acordava para um país que estava renascendo.
Pouco se falou a este respeito, mas, à luz da história, O rock in Rio pode ser comparado aos festivais da canção dos anos 60. Ele também foi o ponto de partida para o grande sucesso de bandas que representam uma geração e seu tempo. Lançou músicos que, mesmo com o passar do tempo, foram capazes de se manterem atualizados e renovando seu repertório. E, sobretudo, foi o palco onde, pela primeira vez, depois de muitos anos, a liberdade pode ser vivida sem o medo do chumbo.
FRASE DO DIA
"O DESAPEGO É A SENDA PARA A VERDADEIRA LIBERDADE"
O livro Tibetano do Viver e do Morrer de Sogyal Rinpoche.
O livro Tibetano do Viver e do Morrer de Sogyal Rinpoche.
Wednesday, January 06, 2010
UM BRINDE, IATÃ!
Tuesday, January 05, 2010
PENSAMENTO PARA UMA VIDA
" (...) E para que me credencie a defender a minha verdade, começo por manifestar a humildade de saber que existem outras verdades e que elas são tão sustentáveis quanto às minhas e que a única razão pela qual um homem, um democrata passa a ter o direito de defender a sua verdade é exatamente o respeito que ele manifesta pela alheia"
MÁRIO COVAS
MÁRIO COVAS
Tuesday, December 15, 2009
ISSO SIM É QUE É MARKETING!

Na cidade de Salto, interior de Sâo Paulo, um caminhoneiro estacionou seu caminhão em frente ao palanque onde estava sendo realizada cerimônia de entrega de 170 casas populares da CDHU. Fazia propaganda de um serviço fundamental para os novos moradores do bairro que, com certeza, precisavam fazer mudanças.
Sem perceber e, de forma instintiva, o caminhoneiro reuniu todos os princípios da comunicação e do marketing nesta "singela" ação: o produto certo, no lugar certo para o público certo.
Ah, se todas as empresas não complicassem o que é tão simples!
Thursday, December 03, 2009
FRASE DO DIA
"O maior desafio é manter-se fiel ao próprio idealismo depois de perder a inocência"
Bruce Springsteen em 2002.
Bruce Springsteen em 2002.
MUDANDO DE LADO, MAS NÃO DE POSIÇÃO
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) sorteou hoje de manhã 376apartamentos no Bairro do Ipiranga para servidores públicos estaduais. O sorteio eletrônico foi realizado na Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) e contou com a presença de mais de 200 pessoas.
Como fui um dos integrantes da equipe organizadora do sorteio, estive presente ao evento. Senti-me bem, alegre por saber que pelo menos 376 famílias teriam uma nova vida a partir de hoje. Fiquei bastante feliz por poder parabenizar alguns dos contemplados e ver a emoção em seus olhos. Mas infelizmente nem todos saíram de lá com seu novo apartamento.
Ao final da cerimônia uma senhora aposentada, cabelos brancos e corpo "curvado", se aproximou de mim e falou que tinha um protesto a fazer. Muito educada, disse primeiro que estava triste por nao ter sido sorteada, mas que entendia que não tinha sido a vez dela. Lamentei e tentei encorajá-la dizendo que haverá novo sorteio e que o período de inscrições vai de janeiro a março.
Falando baixo e, com semblante desapontado, a senhora começou sua queixa.
- "Poxa vida, por quê vocês não fazem mais apartamentos? A gente vê tanto cortiço por aí, tanto prédio abandonado, tanta barbaridade, tanta oportunidade? Por quê vocês não constróem mais?
Em um segundo percebi que havia mudado de lado. Respondia agora pelo Estado e não estava mais protestando ou reclamando do "lado de fora".
Respirei fundo e falei:
- Concordo plenamente, a senhora tem toda a razão. Existem mesmo muitos cortiços e prédios abandonados, não só no centro de Sâo Paulo. Oportunidade é o que não nos falta. Mas existe muita burocracia e muita demora nos trâmites legais, então isso acaba dificultando as coisas. Existe pouca verba para a necessidade e tem muita gente para ser atendida. A senhora tem toda a razão.
Mais uma pausa e a resposta ganhou um "certo ar político":
- Mas o esforço que está sendo feito não é pequeno. Este sorteio do qual a senhora participou é uma inovação, não havia antes este programa. Temos entregue vários apartamentos e casas pelo Estado afora e ainda vamos construir mais. Este apartamentos que foram entregues hoje são muito bons e modernos.
Senti que minhas palavras pouco adiantaram para quem não havia conseguido um apartamento de 50 metros quadrados no Ipiranga. Fiquei triste por aquela senhora, mas, pela primeira vez na vida, senti na pele o que é estar do outro lado. O que recebe as pedradas.
Posso dizer que foi uma sensação profunda, intensa e "bagunçada". Passei por um misto de tristeza por ver a decepção de uma pessoa que disse sonhar com sua casa própria (algo tão comum entre nós). Ao mesmo tempo, estava seguro de que as minhas últimas palavras, tanto quanto as primeiras, haviam sido sinceras. Foram palavras que transmitiram meu idealismo e que me deixaram mais confiante na possibilidade de se melhorar a vida pública. Estava agora do lado que pode (e deve) ajudar a transformar a realidade das pessoas e do mundo. Estava vivenciando uma experiência transformadora em mim. Estava deixando de sonhar longe para sonhar de perto. Estava efetivamente ampliando meus horizontes e aprendendo a enxergar a vida sob outra perspectiva. OLHAR DE NOVIDADE.
Como fui um dos integrantes da equipe organizadora do sorteio, estive presente ao evento. Senti-me bem, alegre por saber que pelo menos 376 famílias teriam uma nova vida a partir de hoje. Fiquei bastante feliz por poder parabenizar alguns dos contemplados e ver a emoção em seus olhos. Mas infelizmente nem todos saíram de lá com seu novo apartamento.
Ao final da cerimônia uma senhora aposentada, cabelos brancos e corpo "curvado", se aproximou de mim e falou que tinha um protesto a fazer. Muito educada, disse primeiro que estava triste por nao ter sido sorteada, mas que entendia que não tinha sido a vez dela. Lamentei e tentei encorajá-la dizendo que haverá novo sorteio e que o período de inscrições vai de janeiro a março.
Falando baixo e, com semblante desapontado, a senhora começou sua queixa.
- "Poxa vida, por quê vocês não fazem mais apartamentos? A gente vê tanto cortiço por aí, tanto prédio abandonado, tanta barbaridade, tanta oportunidade? Por quê vocês não constróem mais?
Em um segundo percebi que havia mudado de lado. Respondia agora pelo Estado e não estava mais protestando ou reclamando do "lado de fora".
Respirei fundo e falei:
- Concordo plenamente, a senhora tem toda a razão. Existem mesmo muitos cortiços e prédios abandonados, não só no centro de Sâo Paulo. Oportunidade é o que não nos falta. Mas existe muita burocracia e muita demora nos trâmites legais, então isso acaba dificultando as coisas. Existe pouca verba para a necessidade e tem muita gente para ser atendida. A senhora tem toda a razão.
Mais uma pausa e a resposta ganhou um "certo ar político":
- Mas o esforço que está sendo feito não é pequeno. Este sorteio do qual a senhora participou é uma inovação, não havia antes este programa. Temos entregue vários apartamentos e casas pelo Estado afora e ainda vamos construir mais. Este apartamentos que foram entregues hoje são muito bons e modernos.
Senti que minhas palavras pouco adiantaram para quem não havia conseguido um apartamento de 50 metros quadrados no Ipiranga. Fiquei triste por aquela senhora, mas, pela primeira vez na vida, senti na pele o que é estar do outro lado. O que recebe as pedradas.
Posso dizer que foi uma sensação profunda, intensa e "bagunçada". Passei por um misto de tristeza por ver a decepção de uma pessoa que disse sonhar com sua casa própria (algo tão comum entre nós). Ao mesmo tempo, estava seguro de que as minhas últimas palavras, tanto quanto as primeiras, haviam sido sinceras. Foram palavras que transmitiram meu idealismo e que me deixaram mais confiante na possibilidade de se melhorar a vida pública. Estava agora do lado que pode (e deve) ajudar a transformar a realidade das pessoas e do mundo. Estava vivenciando uma experiência transformadora em mim. Estava deixando de sonhar longe para sonhar de perto. Estava efetivamente ampliando meus horizontes e aprendendo a enxergar a vida sob outra perspectiva. OLHAR DE NOVIDADE.
OLIVETTO É POP!


Craque é Craque. Quando sabe o que faz mobiliza fâs e admiradores onde quer que vá. E Washington Olivetto é, sem dúvida, um deles.
Em uma Livraria Cultura ABARROTADA de gente o publicitário não tinha espaço para dar atenção a todos. E,mesmo assim, tentava. As filas eram enormes e todos se misturavam entre as prateleiras de livros, subindo e descendo as rampas da loja. Entre câmeras de televisão, ex-jogadores de futebol, jornalistas esportivos, microfones de rádios e muitos flashes, lá estava Washington lançando seu livro: Corinthians x os outros.
A criativa narrativa, escrita em parceria com o jornalista Nirlando Beirão, conta a história de fictícios clássicos entre o Corinthians e os outros times do Brasil. Mas não são times quaisquer. São equipes escaladas por torcedores ilustres. Assim o Corinthians de Olivetto enfrenta o palmeiras do Governador José Serra ou ou Santos de Fausto Silva em clássicos que entraram para a história. São ao todo 14 partidas, que trazem, ao final, as minibiografias dos destaques de cada uma, precedidas pelas “notas de roda-os-pés”, seção em que o autor restabelece, com a ajuda do pesquisador e jornalista da ESPN Celso Unzelte, a verdade dos fatos.
Mais um projeto do cara mais POP da atualidade em meio à esta mídia medíocre recheada de "personalidades" popopuzadas e sem conteúdo. Como ao Washington o que não falta é conteúdo, uma abordagem criativa para quem gosta de futebol e boas histórias!Ainda não li o livro, mas já dei uma "zapeada". Recomendo.
Friday, November 27, 2009
PARA MEU BLOG
Blog meu amigo, espera minhas memórias guardadas destes meses maravilhosos e cheios de tantas novidades.
Ainda não consigo "botar tudo pra fora", estou gestando uma nova vida. Há tempos, é verdade, mas desta vez sinto-me diferente.
Olhos verdes.
Olhos coloridos.
olhos de saudade.
Olhar de novidade.
Ainda não consigo "botar tudo pra fora", estou gestando uma nova vida. Há tempos, é verdade, mas desta vez sinto-me diferente.
Olhos verdes.
Olhos coloridos.
olhos de saudade.
Olhar de novidade.
Friday, November 13, 2009
ISSO É QUE É SUSTENTABILIDADE!

NO melhor (e talvez ÚNICO!) restaurante de Cardeal, distrito da cidade de Elias Fausto (próximo a Indaiatuba), a dona não deixa por menos: dá-nos uma verdadeira lição de sustenatibilidade de seu próximo negócio.
No buffet servido sobre o fogão à lenha vários pratos, feitos à mão na pequena cozinha no fundo do estabelecimento. O preço era barato frente ao serviço (com ovos fritos na hora e em quantidade): R$ 8,50 para comer à vontatade.
Mas AI DO SUJEITO QUE DEIXAR ALGUMA COISA NO PRATO.
Isso sim é sustentabilidade.
Wednesday, October 21, 2009
OLIMPÍADAS UM RECORDE DE MÁ DISTRIBUIÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE VERBA PÚBLICA
Em meio a onda de ufanismo fora de proporções que se espalha por nosso país e nossa imprensa, meu inconformismo aumenta a cada dia. Não consigo aceitar a destinação de grandes montantes de verba pública para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, preterindo investimentos sociais em áreas que deveriam ser priorizadas. A imprensa noticiou na semana passada, sem grande questionamento, que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai ser o principal financiador do Governo, devendo oferecer ao menos 15 bilhões de reais para os dois eventos. Caberá ao banco custear, com empréstimos, os principais gastos de infraestrutura urbana, restando ao Governo Federal o investimento em portos, aeroportos e paisagismo. O BNDES vai disponibilizar inicialmente R$ 5 bilhões para o PAC da Mobilidade, programa que prevê a construção de vias, criação de corredores de ônibus articulados e a expansão do metrô carioca com a criação de outras linhas. Além deste montante, o BNDES também abrirá uma linha para reforma de hotéis estimada em R$ 1 bilhão - podendo chegar a R$ 5 bilhões - já que é necessária a construção de mais 10 mil a 12 mil quartos no Rio para atender os parâmetros olímpicos.
Tratando-se da realidade social brasileira, estes são números que impressionam. Estima-se que o investimento de verba pública será de aproximadamente R$ 30 bilhões, número este que, pelo histórico dos Jogos PanAmericanos de 2007, deve, pelo menos, dobrar. Apenas como dado comparativo, segundo o site do programa Minha Casa Minha Vida, o Governo Federal deve destinar R$ 34 bilhões para construir 1 milhão de moradias. Ou seja, o orçamento previsto para investimentos nas Olimpíadas é praticamente o mesmo do programa de habitação do Governo Lula. Não seria a questão habitacional mais importante do que as Olimpíadas?
Além de não reconhecer prioridade nos investimentos governamentais para a realização dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, chama-me a atenção também o fato de todo este investimento concentrar-se em praticamente uma cidade, deixando, à margem, todo um país. Nada contra o Rio de Janeiro, muito pelo contrário. Esta cidade tem potencial inigualável no Brasil para o turismo. O Rio deve ser “recuperado” e reurbanizado, voltando a ser a nossa capital do turismo para trazer milhões em divisas que deveriam ser reinvestidas na própria cidade. Trata-se de uma questão de planejamento que deveria acontecer não por causa de um evento de grande porte, mas simplesmente porque é uma necessidade de um dos mais tradicionais pontos turísticos do mundo. Cabe também lembrar que a exploração do turismo é de competência do Ministério do Turismo, que tem todos os predicados para realizar parcerias com a iniciativa privada e captar recursos que podem, por exemplo, viabilizar a construção de mais quartos de hotéis. Outro ponto de grande importância é que o investimento em infraestrutura urbana é uma obrigação do Estado, independente da realização dos Jogos Olímpicos. Prover transporte para os cidadãos é dever público. E só agora com as Olimpíadas o Rio vai tentar resolver seus problemas de transporte, com grande percentual de aporte de verba do Governo Federal. Não seria o transporte metropolitano uma responsabilidade das instâncias Estaduais e Municipais do Rio de Janeiro que há tempos não tratam deste problema?
Espanta-me o silêncio geral para o fato de que, na realidade, a vinda das Olimpíadas para o Brasil é a confirmação de nossa histórica incapacidade de distribuir renda. É a cristalização da nossa concentração de riquezas. De forma institucionalizada e comemorada. A destinação de grandes montantes para áreas menos prioritárias em um país socialmente debilitado em áreas básicas como saúde e educação representa uma inversão de valores na priorização destes investimentos e repasse da verba pública. Segundo o site do próprio BNDES, “a solução dos problemas de infraestrutura é condição necessária para a melhoria do bem estar da população permitindo que todos tenham acesso a serviços básicos como energia elétrica, comunicações, transportes urbanos e saneamento”. O PAC da mobilidade do BNDES, ainda que concentrado em uma das mais merecedoras e carentes cidades do país, deixa de lado todo um país que ainda precisa urgentemente de investimentos maciços em saneamento público. Por que investir mais no transporte público de apenas uma cidade do que garantir o acesso de todos a saneamento e energia elétrica? Além do mais, este programa transfere um gigantesco montante de capital para uma única instância Municipal, esquecendo-se de sua missão em nível nacional. O BNDES acaba de bater o recorde mundial de má distribuição e concentração da verba pública.
Tratando-se da realidade social brasileira, estes são números que impressionam. Estima-se que o investimento de verba pública será de aproximadamente R$ 30 bilhões, número este que, pelo histórico dos Jogos PanAmericanos de 2007, deve, pelo menos, dobrar. Apenas como dado comparativo, segundo o site do programa Minha Casa Minha Vida, o Governo Federal deve destinar R$ 34 bilhões para construir 1 milhão de moradias. Ou seja, o orçamento previsto para investimentos nas Olimpíadas é praticamente o mesmo do programa de habitação do Governo Lula. Não seria a questão habitacional mais importante do que as Olimpíadas?
Além de não reconhecer prioridade nos investimentos governamentais para a realização dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, chama-me a atenção também o fato de todo este investimento concentrar-se em praticamente uma cidade, deixando, à margem, todo um país. Nada contra o Rio de Janeiro, muito pelo contrário. Esta cidade tem potencial inigualável no Brasil para o turismo. O Rio deve ser “recuperado” e reurbanizado, voltando a ser a nossa capital do turismo para trazer milhões em divisas que deveriam ser reinvestidas na própria cidade. Trata-se de uma questão de planejamento que deveria acontecer não por causa de um evento de grande porte, mas simplesmente porque é uma necessidade de um dos mais tradicionais pontos turísticos do mundo. Cabe também lembrar que a exploração do turismo é de competência do Ministério do Turismo, que tem todos os predicados para realizar parcerias com a iniciativa privada e captar recursos que podem, por exemplo, viabilizar a construção de mais quartos de hotéis. Outro ponto de grande importância é que o investimento em infraestrutura urbana é uma obrigação do Estado, independente da realização dos Jogos Olímpicos. Prover transporte para os cidadãos é dever público. E só agora com as Olimpíadas o Rio vai tentar resolver seus problemas de transporte, com grande percentual de aporte de verba do Governo Federal. Não seria o transporte metropolitano uma responsabilidade das instâncias Estaduais e Municipais do Rio de Janeiro que há tempos não tratam deste problema?
Espanta-me o silêncio geral para o fato de que, na realidade, a vinda das Olimpíadas para o Brasil é a confirmação de nossa histórica incapacidade de distribuir renda. É a cristalização da nossa concentração de riquezas. De forma institucionalizada e comemorada. A destinação de grandes montantes para áreas menos prioritárias em um país socialmente debilitado em áreas básicas como saúde e educação representa uma inversão de valores na priorização destes investimentos e repasse da verba pública. Segundo o site do próprio BNDES, “a solução dos problemas de infraestrutura é condição necessária para a melhoria do bem estar da população permitindo que todos tenham acesso a serviços básicos como energia elétrica, comunicações, transportes urbanos e saneamento”. O PAC da mobilidade do BNDES, ainda que concentrado em uma das mais merecedoras e carentes cidades do país, deixa de lado todo um país que ainda precisa urgentemente de investimentos maciços em saneamento público. Por que investir mais no transporte público de apenas uma cidade do que garantir o acesso de todos a saneamento e energia elétrica? Além do mais, este programa transfere um gigantesco montante de capital para uma única instância Municipal, esquecendo-se de sua missão em nível nacional. O BNDES acaba de bater o recorde mundial de má distribuição e concentração da verba pública.
SÚPLICAS AO TEMPO
Passa tempo, passa...
Deixa suas marcas em mim,
Não me deixe olhar para trás.
Anda tempo, anda.
Me leva para frente,
Não me deixe atrasar.
Corre tempo, corre.
Só me traga novidades,
Não há outro modo de ser.
Galopa tempo, galopa.
Me joga pra fora da sua sela,
Não me deixe acomodar.
Voa tempo, voa.
Perde sua própria noção,
Não me deixe perder de mim.
Deixa suas marcas em mim,
Não me deixe olhar para trás.
Anda tempo, anda.
Me leva para frente,
Não me deixe atrasar.
Corre tempo, corre.
Só me traga novidades,
Não há outro modo de ser.
Galopa tempo, galopa.
Me joga pra fora da sua sela,
Não me deixe acomodar.
Voa tempo, voa.
Perde sua própria noção,
Não me deixe perder de mim.
UM SOPRO AO VENTO
FLOR E CRONÓPIO
De Júlio Cortazar
Um cronópio encontra uma flor solitária no meio dos campos. Primeiro pensa em arrancá-la, mas percebe que é uma crueldade inútil, e se coloca de joelhos junto dela e brinca alegremente com a flor, isto é: acaricia-lhe as pétalas, sopra para que ela dance, zumbe feito uma abelha, cheira seu perfume, e deita finalmente debaixo da flor envolvido em uma enorme paz.
A flor pensa: "É como uma flor".
Diálogo deixado para trás no tempo.
De Júlio Cortazar
Um cronópio encontra uma flor solitária no meio dos campos. Primeiro pensa em arrancá-la, mas percebe que é uma crueldade inútil, e se coloca de joelhos junto dela e brinca alegremente com a flor, isto é: acaricia-lhe as pétalas, sopra para que ela dance, zumbe feito uma abelha, cheira seu perfume, e deita finalmente debaixo da flor envolvido em uma enorme paz.
A flor pensa: "É como uma flor".
Diálogo deixado para trás no tempo.
A IMPORTÂNCIA DE SER FLUENTE EM PORTUGUÊS
O Texto abaixo é da Editora-executiva do portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br) Thais Naldoni que expressou em perfeitas palavras e com exemplos práticos meus sentimentos quanto à triste realiadade de um país em que a média de leitura da população é de 1 livro por ano.
A IMPORTÂNCIA DE SER FLUENTE EM PORTUGUÊS
Uma característica que chama muito a atenção nos textos de vários estudantes - e grande parte dos recém-formados em Jornalismo - é a ausência quase absoluta de vocabulário e um aparente desconhecimento profundo da língua portuguesa.
Chegam aqui, na redação de IMPRENSA, dezenas de currículos todas as semanas com pedidos de estágio e busca de vagas de emprego. Dentre os inúmeros predicados dos candidatos, me deparo com o conhecimento de línguas estrangeiras em quase todos eles: inglês fluente, espanhol fluente, italiano ou francês. Mas, ainda que eu reconheça a importância de outros idiomas em um mundo globalizado, defendo com unhas e dentes - e repito quase que como um mantra - a necessidade de que o estudante de Jornalismo e o próprio jornalista saibam, com fluência em fala e escrita, o português.
Posso listar aqui uma série de motivos para minha afirmação, mas ilustro com alguns exemplos, que mais parecem os e-mails de "pérolas do Enem" que circulam pela internet. Frases como: "tenho muito 'enterece' em 'faser' parte da equipe"; "na 'auzencia' de um local para estagiar, criei um blog para 'ezibir' meus textos"; "tenho 'fassilidade' para 'sujerir' pautas". Isso, claro, sem contar o desconhecimento das regras de crase, algumas conjugações verbais e concordância.
Posso afirmar, com conhecimento de causa, que o "fenômeno" não escolhe universidade. Já chegaram até nós textos com erros "hediondos" de estudantes e jovens profissionais tanto do ensino público, quanto do privado. Então, qual seria o motivo de tamanho déficit no uso de nossa língua?
Acredito que a falta de leitura seja o principal algoz da boa escrita. Se você estiver numa sala de aula de uma turma de Jornalismo e perguntar quantos leram ao menos um dos principais jornais daquele dia, garanto que muito menos da metade dos que estiverem no local levantarão a mão. Livros? Pergunte qual foi o último livro lido? Isso explica também a repetição de palavras nas matérias e nos trabalhos de faculdade. A ausência de leitura contribui de forma significativa para o empobrecimento do vocabulário.
Escrevo a coluna depois de ter dado três palestras seguidas e, nas três, ser questionada sobre os pré-requisitos necessários para um bom jornalista de internet. Minha resposta é sempre rápida e clara: saber falar e escrever o Português. Imagine a tragédia de, em uma matéria de web, em que a apuração é muito rápida e a postagem é feita sem que o texto passe pelo crivo de um revisor, de se publicar uma matéria em que "uma emissora vai deixar de 'ezibir' um programa"?
Por isso, meus caros, leiam, leiam, leiam, leiam muito. Estudem as regras gramaticais, caso haja dúvida em alguma. Quanto mais leitura, mais vocabulário. Quanto mais referências, menores as chances de erros primários em suas matérias, pois, caso os faça por distração, seu próprio repertório o salvará de pagar um mico astronômico. Antes de correr atrás das belas escolas de idiomas estrangeiros, seja um "expert" no seu. E saia na frente de muitos dos pleiteantes às vagas, cada vez mais disputadas, do mercado de trabalho.
* Thaís Naldoni é jornalista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com passagens pela Folha Online e Sportv, também atuou como repórter e secretária de redação da Revista IMPRENSA.
A IMPORTÂNCIA DE SER FLUENTE EM PORTUGUÊS
Uma característica que chama muito a atenção nos textos de vários estudantes - e grande parte dos recém-formados em Jornalismo - é a ausência quase absoluta de vocabulário e um aparente desconhecimento profundo da língua portuguesa.
Chegam aqui, na redação de IMPRENSA, dezenas de currículos todas as semanas com pedidos de estágio e busca de vagas de emprego. Dentre os inúmeros predicados dos candidatos, me deparo com o conhecimento de línguas estrangeiras em quase todos eles: inglês fluente, espanhol fluente, italiano ou francês. Mas, ainda que eu reconheça a importância de outros idiomas em um mundo globalizado, defendo com unhas e dentes - e repito quase que como um mantra - a necessidade de que o estudante de Jornalismo e o próprio jornalista saibam, com fluência em fala e escrita, o português.
Posso listar aqui uma série de motivos para minha afirmação, mas ilustro com alguns exemplos, que mais parecem os e-mails de "pérolas do Enem" que circulam pela internet. Frases como: "tenho muito 'enterece' em 'faser' parte da equipe"; "na 'auzencia' de um local para estagiar, criei um blog para 'ezibir' meus textos"; "tenho 'fassilidade' para 'sujerir' pautas". Isso, claro, sem contar o desconhecimento das regras de crase, algumas conjugações verbais e concordância.
Posso afirmar, com conhecimento de causa, que o "fenômeno" não escolhe universidade. Já chegaram até nós textos com erros "hediondos" de estudantes e jovens profissionais tanto do ensino público, quanto do privado. Então, qual seria o motivo de tamanho déficit no uso de nossa língua?
Acredito que a falta de leitura seja o principal algoz da boa escrita. Se você estiver numa sala de aula de uma turma de Jornalismo e perguntar quantos leram ao menos um dos principais jornais daquele dia, garanto que muito menos da metade dos que estiverem no local levantarão a mão. Livros? Pergunte qual foi o último livro lido? Isso explica também a repetição de palavras nas matérias e nos trabalhos de faculdade. A ausência de leitura contribui de forma significativa para o empobrecimento do vocabulário.
Escrevo a coluna depois de ter dado três palestras seguidas e, nas três, ser questionada sobre os pré-requisitos necessários para um bom jornalista de internet. Minha resposta é sempre rápida e clara: saber falar e escrever o Português. Imagine a tragédia de, em uma matéria de web, em que a apuração é muito rápida e a postagem é feita sem que o texto passe pelo crivo de um revisor, de se publicar uma matéria em que "uma emissora vai deixar de 'ezibir' um programa"?
Por isso, meus caros, leiam, leiam, leiam, leiam muito. Estudem as regras gramaticais, caso haja dúvida em alguma. Quanto mais leitura, mais vocabulário. Quanto mais referências, menores as chances de erros primários em suas matérias, pois, caso os faça por distração, seu próprio repertório o salvará de pagar um mico astronômico. Antes de correr atrás das belas escolas de idiomas estrangeiros, seja um "expert" no seu. E saia na frente de muitos dos pleiteantes às vagas, cada vez mais disputadas, do mercado de trabalho.
* Thaís Naldoni é jornalista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com passagens pela Folha Online e Sportv, também atuou como repórter e secretária de redação da Revista IMPRENSA.
Thursday, October 01, 2009
NÃO, NÓS NÃO PODEMOS!
Chicago, Madrid ou Tóquio. Para mim tanto faz a cidade a ser escolhida. A única coisa que não desejo é que o Rio saia vitorioso amanhã. Ao contrário do que nosso presidente vem dizendo, NÃO, nós não podemos ser a sede de uma Olimpíada.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a farra, a bagunça, a esbórnia e o desrespeito com o dinheiro público e com os brasileiros começam antes mesmo da vitória ser conclamada. A única comitiva a fechar um hotel na cidade de Copenhague foi a a brasileira. 200 dos 260 apartamentos do Hotel STK Petri foram reservados para nossos "representantes". E, independentemente do resultado, a cidade do Rio amanhã vai parar com a festa em Copacabana correrendo por nossa conta.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque o Ministério dos Esportes não existe neste país. Nunca de fato existiu, e, se existiu, só se preocupou em aprender a como "negociar" com a malandra cartolagem do futebol.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não temos uma política séria de investimentos nas escolas e nos municípios que faça do incentivo ao esporte um meio de inclusão social.
Nós não podemos sediar um olimpíada porque o Estado não investe na formação de professores capazes de treinar e educar os alunos através dos esportes e nem educação física proporciona todas as escolas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não temos uma política tributária que incentive corretamente a transferência de recursos da iniciativa privada para a formação de talentos que futuramente tragam resultados de imagem para as empresas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque nossos atletas só ganham patrocínio depois que ficam conhecidos e sempre iniciam suas carreiras com recursos próprios.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque as universidades, públicas ou privadas, não levam o esporte a sério e não desenvolvem talentos.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não há manutenção correta de parques, praças, campos, várzeas e quadras PÚBLICAS onde o esporte poderia ser praticado tirando menores das ruas e diminuindo a delinquencia ínfanto-juvenil.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a tranferência dos recursos investidos não terá outro destino senão o bolso dos corruptos envolviodos em obras superfaturadas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a liberação da verba das obras será feita via MEDIDAS PROVISÓRIAS em caráter de urgência como aconteceu nos Jogos Panamericanos de 2007.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque vamos criar a institucionalização de um mecanismo sistêmico e regular de evasão de recursos, lavagem de dinheiro e corrupção.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a verba destinada a este evento deveria ser investida em saúde e educação.
NÃO, senhor presidente, nós não podemos sediar uma olimpíada porque temos o bolsa familia. E um pais com bolsa familia não é digno de sediar uma olimpiada!
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a farra, a bagunça, a esbórnia e o desrespeito com o dinheiro público e com os brasileiros começam antes mesmo da vitória ser conclamada. A única comitiva a fechar um hotel na cidade de Copenhague foi a a brasileira. 200 dos 260 apartamentos do Hotel STK Petri foram reservados para nossos "representantes". E, independentemente do resultado, a cidade do Rio amanhã vai parar com a festa em Copacabana correrendo por nossa conta.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque o Ministério dos Esportes não existe neste país. Nunca de fato existiu, e, se existiu, só se preocupou em aprender a como "negociar" com a malandra cartolagem do futebol.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não temos uma política séria de investimentos nas escolas e nos municípios que faça do incentivo ao esporte um meio de inclusão social.
Nós não podemos sediar um olimpíada porque o Estado não investe na formação de professores capazes de treinar e educar os alunos através dos esportes e nem educação física proporciona todas as escolas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não temos uma política tributária que incentive corretamente a transferência de recursos da iniciativa privada para a formação de talentos que futuramente tragam resultados de imagem para as empresas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque nossos atletas só ganham patrocínio depois que ficam conhecidos e sempre iniciam suas carreiras com recursos próprios.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque as universidades, públicas ou privadas, não levam o esporte a sério e não desenvolvem talentos.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque não há manutenção correta de parques, praças, campos, várzeas e quadras PÚBLICAS onde o esporte poderia ser praticado tirando menores das ruas e diminuindo a delinquencia ínfanto-juvenil.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a tranferência dos recursos investidos não terá outro destino senão o bolso dos corruptos envolviodos em obras superfaturadas.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a liberação da verba das obras será feita via MEDIDAS PROVISÓRIAS em caráter de urgência como aconteceu nos Jogos Panamericanos de 2007.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque vamos criar a institucionalização de um mecanismo sistêmico e regular de evasão de recursos, lavagem de dinheiro e corrupção.
Nós não podemos sediar uma olimpíada porque a verba destinada a este evento deveria ser investida em saúde e educação.
NÃO, senhor presidente, nós não podemos sediar uma olimpíada porque temos o bolsa familia. E um pais com bolsa familia não é digno de sediar uma olimpiada!
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